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| edição 110 |
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| edição 109 | ||||||||||||||
| edição 108 | ||||||||||||||
| edição 107 |
Amores são como livros Amores são como livros. Uns maiores, outros menores;
alguns profundos, outros mais superficiais. Há aqueles que lemos
quando pequenos logo que aprendemos a ler e que nos acompanham por toda
a vida; há os que lemos há muito tempo e reencontramos
inusitadamente, acompanhados de uma avalanche de lembranças.
Algumas pessoas encontram livros perfeitos, livros feitos para elas.
Em minha estante cada livro possui seu lugar definido, especial... Às
vezes me pego em frente a eles, percorrendo com os olhos seus títulos,
lembrando suas histórias, analisando o que cada um me ensinou,
me trouxe de novo. Houve os que me obriguei a ler, apenas para não
me sentir derrotada; houve os que devorei; os de páginas perfumadas;
os simples, porém profundos; há os de cabeceira; os engraçados;
os que me fizeram chorar; os retóricos; os demagógicos;
os ideológicos; houve os que li ao mesmo tempo; os que duraram
apenas uma madrugada; e houve as bíblias. |
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| edição 106 | O carro que
comia bananas As coisas perdem o valor. No fim, lá me ia. E só ia porque ajudava. Carregar mala e criança mijada.Olhar os pequenos. A casa era bem no mato. Madrinha, a filha do dono. Foram vários verões. Em que passeei de
carro de boi. Comi rato do banhado (preá) blergh! Nem sabia o que era filtro solar. E minha pele branquissima
sofria. O ruim era quando anoitecia. Dava uma dor no peito
ver o sol sumindo atras do morro. Dormia onde sobrava um lugar. Por pouco sentada. Uma
vez me sobrou o topo de um triliche, de cara para um buraco no forro.
Um bater de asas, barulho esquisito no escuro. A menina de baixo dizendo: E morcego nem era nada. pior as pulgas. My god era tanta. Sentia que por pouco não me carregavam pro mar. Um dia me sobrou um pelego., crivado de pulgas, era colocar a mão e o formigueiro me atacava. Dormi acocorada num canto da sala. A noite era o pior de tudo. Sentia saudade da mãe, do pai, da mana, do gato e até daquele peste de meu irmão. No dia de voltar, mal me continha. E a viagem era longa,
por uma estrada dificil e o carro era velho, cheio de manhas. Quando chegava no portão, já chegava chorando, beijando minha mãe.. Beijando. Mostrando minha pele vermelha, minhas bolhas, de mês e meio curtindo sol. Nunca vou esquecer aquela sensação de voltar pra casa e encontrá-los. Hoje estou na minha casa de praia, todo o conforto, internet,
filtro 30, e mil frescuras. |
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