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| Edição 20 | Galeria - Edgard de Souza Edgard de Souza combina a força do desejo latente
com a leveza transmitida pela fragilidade também inerente ao homem.
Mais conhecido pelas esculturas em bronze e madeira laqueada, o artista
paulistano vem aos poucos tornando públicas as suas fotografias
e os seus desenhos, produzidos com o mesmo espírito ambíguo
que o acompanha desde o fim dos anos 80, quando se lançava no circuito
nacional. A partir do dia 13/4/05, uma exposição na Galeria
Luisa Strina, em São Paulo, com cerca de 30 obras inéditas,
feitas justamente nos três suportes, fortalece este compromisso
do artista com as expressões mais genuínas do corpo humano.
Série de fotos de Edgard de Souza expostas na Galeria Luisa Strina
Sem título (1998) por Edgard de Souza
Galeria - Franklin Cassaro Artista Plástico carioca, expõe seu trabalho no CCBB. A genialidade de Coleção de Vulvas Metálicas, composta por 180 tampas de latinhas, potes e panelas, reside em uma única operação de dobra, ou melhor, um gesto de síntese protagonizado pelas mãos, que corrompe a função original das tampas - que é vedar -, cria uma pequena abertura inferior e as transfigura em vulvas, disponíveis ao outro e às múltiplas possibilidades do desejo.
Música SEM AÇÚCAR Todo dia ele faz diferente Dia ímpar tem chocolate A cerveja dele é sagrada
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| Edição 19 | Galeria - Luís Soares Luís Soares nasceu na cidade de Maputo - Moçambique - em 1952, e as raízes do que faz devem procurar-se nesse país da costa oriental da África. Expõe desde 1968.
Fonte: http://ceramicarte.pt/arte/
Hora da mamada (1978) por Luís Soares
Mulher (1981) por Luís Soares
Exposição Exposição da campanha cria polêmica O lançamento da exposição fotográfica “Uma vida sem violência”, integrante da Campanha 16 dias de ativismo pelo fim da violência contra as mulheres, foi polêmico. A abertura da exposição ocorreu junto com o lançamento da campanha, nesta quarta-feira (23), na Câmara dos Deputados. Alguns deputados censuraram a única foto da mostra que faz alusão à superação da situação de violência vivida pelas mulheres.... (leia mais) Fonte: http://www.agende.org.br/16dias/Noticias/index.asp?Noticia=7 Música ANA DE AMSTERDAM Sou Ana do dique e das docas Eu cruzei um oceano Sou Ana de cabo a tenente Até amanhã, sou Ana Arrisquei muita braçada Sou Ana de vinte minutos Até amanhã, sou Ana
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| Edição 18 | Galeria - Ismael Nery Nasceu em Belém do Pará, em 1900. Nove anos depois, mudou-se com a família para o Rio de Janeiro data, também, da morte de seu pai. Em 1915, ingressou na Escola Nacional de Belas Artes. Viajou pela Europa em 1920, tendo frequentado a Academia Julian, em Paris. Em 1927 fez nova viagem a Europa, onde entrou em contato com Chagall e outros surrealistas. Sua obra plástica sofreu, também, a influência metafísica de De Chirico e do cubismo de Picasso. Seus temas remetem-se sempre à figura humana. São retratos, auto-retratos e nus. São ausentes os temas nacionais, indígenas e afro-brasileiros. Nery seguia uma orientação menos regionalista, considerada por ele limitada. Dedicou-se a várias técnicas aplicadas em desenhos e ilustrações de livros. Foi, também, cenógrafo. Nos últimos anos de vida escreveu muitos poemas, tendo destruído sua maioria. Murilo Mendes preservou alguns desenhos e poesias de seu amigo, tendo sido responsável pela redescoberta de Nery nos anos 60. Em 1931, contraiu tuberculose. A partir daí, suas figuras tornaram-se mais viscerais e mutiladas. Em 1934, aos trinta e três anos de idade, morreu no Rio de Janeiro.
Sem título, Óleo s/ tela por Ismael Nery
Rio de Janeiro, (1926) por Ismael Nery
Figura ,(1927/28) Óleo s/ tela por Ismael Nery
Sem título, aquarela sobre papel por Ismael Nery Exposição O projeto Erotica - Os sentidos na arte - abriga, no CCBB-SP,a exposição com a curadoria do Prof. Dr. Tadeu Chiarelli, com a intensão de mostrar ao público como as questões relativas ao sexo e ao erotismo foram e vêm sendo abordadas por artistas e artesãos das mais variadas regiões do mundo, nas mais diversas épocas e momentos históricos, simbolizando o homem e suas pulsões sexuais. Uma grande mostra de 109 peças e abrange desde material arqueológico pré-colombiano até obras contemporâneas, formando assim um panorama expressivo da questão do erotismo na arte. Erotica – Os Sentidos na Arte Música Sob o Domínio da Paixão Agora é tão bonito São tantos sentimentos Começa se eu te vejo Bate duas vezes Pedacinhos quentes do seu corpo
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| Edição 17 | A Mentira da Realidade A pintura tem se convertido em algo mais forte que eu.
A arte como afirma Picasso, não é a verdade. É uma
mentira que nos permite convencer o público de que sua mentira
é a verdade. As intensões na arte não valem nada,
tem-se que pintar o que se encontra, e não o que se busca. Quando
se trabalha intensamente, as formas surgem por si mesmas, os quadros aparecem
também por si mesmos. Tudo ocorre por si mesmo, como a vida, como
a morte...
Cinema FALE COM ELA Eu sempre gostei do Almodóvar, mas não sei por que não assisti a Fale com Ela assim que foi lançado. Remexo a memória em busca de um motivo e nada encontro. Lembro-me de ter lido críticas sobre o filme - das quais não me lembro mais - e também de ter combinado com uma amiga que iríamos juntas ao cinema assistir. Aí então existe uma lacuna e me vejo numa roda de pessoas em que esta amiga e alguns outros comentavam o filme enquanto eu fazia aquela cara de "hum, sei", sem ter visto porcaria nenhuma. Por que não assisti ao filme? - me pergunto dando murros na cachola inutilmente. Acho que nunca vou saber. Devo ter sido abduzida. Mas essa semana eu resolvi sanar esta falha. Peguei carona com o meu irmão que estava indo pra locadora e fui direto atrás deste filme. Ele - o irmão, não o filme - me olhou de soslaio, revirando os olhos, com um riso de meia boca, acho que antecipando a reação do resto da família. Dito e feito. Em casa torceram o nariz logo de cara: "A Lívia só gosta de filme esquisito!", "Trouxe mais o que?" Sempre que eu vou à locadora esse ritual se repete. E nunca me deixam ir sozinha, porque alguém tem que locar um filme "de gente normal", né? Geralmente sai um besteirol americano ou um desses malditos filmes cheios de explosões e muito hip hop. Nunca vou perdoar os responsáveis pela criação dessa geração "Velozes e Furiosos". Deviam acrescentar: "E Estúpidos". O escolhido dessa vez foi "Batman Begins". Explode, mas pelo menos não toca música. Ô, meu Deus. Sentei pra assistir, dessa vez sozinha - ainda bem! Logo de cara, fiquei impressionada em ver o quanto uma mulher pode mudar apenas soltando ou prendendo os cabelos. A toureira Lydia Gonzalez esbanja sensualidade vestida à paisana com as madeixas soltas e se torna realmente horrorosa quando veste a indumentária e as amarra rente ao couro cabeludo. A diferença é gritante, nem entendi como ela pode ter ficado tão feia de uma hora pra outra. Talvez tenha sido a minha repulsa em relação às cenas em que ela sangra o coitado do touro com aqueles espetos absurdos. Adoro a Espanha, mas touradas são chagas da humanidade mantidas à guiza de tradição folclórica, piores ainda que os tais rodeios. Voltando ao filme e deixando as considerações superficiais de lado, devo dizer que é uma obra de arte. Desliguei o DVD me sentindo enriquecida, não foi à toa que ganhou tantos prêmios. Se você aí ainda não assistiu, eu recomendo muitas vezes que o faça. Fale com Ela é um filme impressionante. Jogando com a simbologia habitual, Almodóvar criou uma história de sensibilidade e beleza únicas. São tantos sentimentos evocados simultaneamente, que deixam o expectador vidrado e comovido. O filme trabalha contrapondo o sublime e o patético o tempo todo, fazendo disparar o coração e marejar os olhos. Amor, tristeza, solidão, amizade, dor, aprendizado, compaixão, devoção, cuidado, tempo, morte. Impossível não se deixar levar. Benigno é um enfermeiro e, à primeira vista, somos levados a pensar que se trata de uma alma extremamente abnegada e caridosa, que não poupa atenções e desvelos no trato de uma paciente em coma. Benigno causa espanto a todos que o observam em ação, desde os expectadores até os colegas de profissão. Ele não só lava e cuida da manutenção de Alicia - a paciente em coma - como a penteia, corta-lhe os cabelos, massageia e hidrata-lhe o corpo, faz-lhe as unhas, a maquia e fala com ela o tempo todo, agindo como se obtivesse respostas. Percebemos logo que a abnegação do enfermeiro se deve a uma paixão imensa e pouco ortodoxa. Ele se contenta em apenas cuidar da moça e nisso reside a sua felicidade. Marco é um jornalista, namorado de uma toureira que é atropelada por um touro e vai para o hospital em estado vegetativo. Ele não consegue se adaptar à situação, mas tenta cuidar dela e, nesse processo, conhece Benigno que se propõe a ensiná-lo a cuidar de Lydia, a toureira. Nesse ponto, temos o tema central do filme. A lição de Benigno para Marco é: fale com ela. Não apenas falar, entregar-se, expor-se, amar, acariciar, fundir-se, ultrapassar os limites do convencional, do ridículo, do 'são'. Conhecer os gostos, os pensamentos, sentir-se como ela, estar no lugar dela, ouvi-la mesmo que ela nada diga. É a grande sacada do filme, FALE COM ELAS. Todas as mulheres querem ser ouvidas, sentidas, acariciadas, amadas, compreendidas. Nesse sentido a cena da vagina é extremamente ilustrativa, carregada de simbolismo inequívoco, além de originalíssima. Não vou contar, assistam ao filme e vejam por si mesmos. Além desse, temos outro ponto muito relevante na história, quando Benigno é preso. Sim, ele é preso, mas não direi o porquê, não tenho a menor intenção de contar o filme inteiro. Quero apenas chamar atenção para uma cena em particular, em que Marco visita Benigno na cadeia, separados por um vidro, conversam e Benigno diz a ele: "Queria te dar um abraço agora. Abracei poucas pessoas na minha vida inteira". Impossível traduzir o que senti nesse momento! Como não me comover até as lágrimas ante a solidão absurda desse homem? Amando uma mulher em coma, que não pode retribuir-lhe o afeto, tendo apenas um único amigo, estando preso, apartado do objeto de seu amor, sem outra razão para viver, ele ainda diz que a vida foi sempre assim, árida e que os anos mais felizes que jamais teve foram os que passou cuidando da moça em coma! Como não sentir a dor? O filme faz isso conosco, pega o nosso coração na palma da mão e aperta sem dó, até deixá-lo em frangalhos. É como se Almodóvar soubesse que não aprendemos lições importantes como a dada por Benigno a Marco - fale com ela! - sem que alguém nos rache a cabeça e enfie a idéia lá dentro. Sem que tenhamos nossos alicerces abalados, deixamos passar a profundidade de certos ensinamentos. Consternados, podemos perceber o que a história quer dizer. Homens, que sempre reclamaram e continuam reclamando que não entendem as mulheres, ouçam o conselho de Benigno: fale com ela! Lívia Santana. Música Gatinha Manhosa Meu bem já não precisa Se eu aumento a voz Um dia gatinha manhosa
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| Edição 16 | Ver e ser visto VOYEURISMO Te olho Leila Míccolis
Música Voyeur, Arder Vem ver, vem ver Vem me dar carinho, Vem ver, vem ver
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