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edição 35

TURANDOT - O OLHAR E A VOZ

Por F. Salvadore

Turandot com lótus- arte sexualidade
Turandot com lotus por Géssica Hellmann

Turandot- arte sexualidade
Fonte:http://www.madison.com/tct/features/stories/index.php?ntid=14384&ntpid=2#

Turandot- arte sexualidade
"Turandot" por Winlslow Pels

Turandot- arte sexualidade
Turandot por Rafal Olbinski
Ópera de Giacomo Puccini (1993)

Turandot- arte sexualidade
Turandot por Rafal Olbinski
Ópera de Giacomo Puccini (2003)

Turandot- arte sexualidade
Polly as Turandot por Susan Herbert

"NESSUN DORMA


O PRÍNCIPE DESCONHECIDO


Tu também, ó Princesa, na tua fria alcova olhas
as estrelas que tremulam de amor e de esperança!
Mas o meu mistério está fechado comigo,
O meu nome ninguém saberá!
Não, não, sobre a tua boca o direi,
Quando a luz resplandecer!
E o meu beijo destruirá o silêncio que te faz minha!
"

Confesso que sempre me emocionei com o terceiro ato da Ópera Turandot, de Puccini. Hoje, vou às lágrimas.

Tudo porque, um dia, cometi o erro de ler o seu programa. e o Ato III trata de apresentar uma situação que é puro amor, lirismo, intensidade. Uma incrível loucura decorrente da firme tensão gerada entre os enamorados.

Resumo das primeiras partes da ópera: Turandot é uma princesa chinesa traumatizada que decide que jamais casará com homem algum, devido à lembrança do estupro de uma outra princesa. O violador era o príncipe dos tártaros, povo inimigo, e aquilo criara um monstruoso fantasma em sua mente. O imperador, no entanto, precisa assegurar a manutenção da dinastia, de modo que obriga Turandot a aceitar se casar. A princesa impetuosa concorda, desde que o príncipe que pretender desposá-la acerte três enigmas que ela apresentar. Aos perdedores, a morte. Surge então um príncipe, exatamente um tártaro, que se apresenta logo após a execução de um candidato fracassado, sob a luz do luar. Miraculosamente, o candidato acerta os três enigmas. Turandot, desesperada, apaixona-se mas não assume o sentimento, demonstrando verdadeiro pânico. O príncipe, também apaixonado, e comovido com a situação, afirma que dispensará a princesa do casamento se ela descobrir qual é o seu nome antes do amanhecer.

Eis o Ato III: Turandot, inclemente, decreta que ninguém dormirá em toda a Pequim enquanto não se descobrir o nome do príncipe. Amor e medo tomam o coração da princesa. A noite passa com a busca desenfreada e o pânico generalizado daquela população que, proibida de dormir, clama pela resposta ao enigma do príncipe. Até que uma mulher, a jovem acompanhante do pai do candidato, é denunciada como sabedora do segredo. Torturada até a exaustão, esta preferiu se matar a revelar o nome do príncipe, porque também o amava profundamente.

O drama evidencia uma série de revoluções emocionais: Turandot, que jamais esperou casar, vê-se conquistada, no coração e na derrota de seu desafio, pelo príncipe misterioso. Por isso, entra em pânico. Mas pânico que é causado pela assombração de um ato terrível; o "amar sem amor" que com outra pessoa foi consumado num ato hediondo. Ainda que não tenha acontecido com ela, a ameaça constitui um véu negro do passado, que desce sobre os olhos da princesa ofuscando-lhe um amor futuro. E tudo cai agora que ela se vê desequilibrada ao encarar, frente-a-frente, algo maior do que o trauma com o qual convivera por toda uma vida.

A
mulher que amava secretamente o príncipe misterioso prefere sacrificar a própria vida a trair o seu amado. E diz isso, explicitamente, antes de apunhalar o próprio peito. Sofrera em segredo com aquele amor, e viu na situação a oportunidade de apresentar o sacrifício maior pelo seu amado.

E quanto ao príncipe? Por mais que, num primeiro momento, seu coração tenha se entristecido ao constatar o pânico de Turandot, por outro lado sentia uma firmeza, uma resolução tão forte (amparada na certeza da vitória do amor), que assistiu confiante ao correr da noite e permaneceu impassível frente a todos os eventos. De nada adiantaram os apelos dos conselheiros do imperador, nem a comoção de toda a cidade. Era inabalável a crença de que seria dele o amor da princesa.

Turandot literalmente moveu toda Pequim a fim de ver-se livre do príncipe. Praguejou, chorou de desespero, mandou torturar, ameaçou a vida de todos. Paradoxal que seja, fez tudo isso por amar e por não poder abandonar seu trauma pessoal.

A troca de palavras entre os enamorados, ao longo da noite, evidencia a tensão do querer versus fugir, o desejo de se entregar firmemente combatido pelo desespero da princesa em não ser possuída. Finalmente, o amanhecer traz a vitória do príncipe desconhecido sobre o demônio interior da princesa. E o nome do príncipe, enfim revelado, não poderia ser outro: Amor.

Daí que as lágrimas agora habitam os meus olhos ao pensar na história deles e a pensar em tantas outras histórias, fictícias ou reais, nas quais o amor vence, mas não antes da sua grande provação.



"TURANDOT


Do primeiro pranto ... Ah ...
Do primeiro pranto! Sim,
Estrangeiro, quando chegastes,
Com angústia senti o arrepio fatal
deste mal supremo.
Quantos tenho visto morrer por mim!
E os tenho desprezado; mas temi a ti!
Havia nos teus olhos a luz dos heróis.
Havia nos teus olhos a soberba certeza ...
E te odiei por isto ...
E por isto te tenho amado,
atormentada e dividida
entre dois tormentos iguais:
Vencer-te ou ser vencida ...
E vencida sou ... Ah! Vencida,
mais que da alta prova,
desta febre que vem de ti! "


Nota final: Puccini morreu antes de concluir Turandot. Deu seus últimos dias de vida à criação, que hoje é reconhecida como uma das óperas mais lindas que há. O final fora composto por Franco Alfano em 1925 (Puccini morrera em 1924). Em 2001, Luciano Berio compôs um final alternativo ao de Alfano.

Música

TURANDOT

Confira neste DVD toda fantasia da obra Turandot de Giacomo Puccini. Espetáculo produzido pela The Metropolitan Opera, com destaque para Eva Marton, Plácido Domingo, e o maestro James Levine.

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Edição 34

Galeria de Román de Blas

Nascido em Barcelona em 1943, Román de Blas desde muito jovem sente verdadeira adoração pela pintura e inicia sua formação pictórica de forma autodidata, estudando os grandes mestres.

Em suas obras utiliza principalmente as técnicas de pastel e óleo sobre tela. Tem uma verdadeira adoração pelo ser feminino, seu tema preferido.

http://www.arteosma.com/romandeblas/

Roman de Blas - descanso en el jardin - arte sexualidade
Descanso en el jardín por Román de Blas

Roman de Blas Desnudo - arte sexualidade
Desnudo por Román de Blas

Roman de Blas desnudo - arte sexualidade
Desnudo 2 por Román de Blas

Roman de Blas desnudo - arte sexualidade
Desnudo 3 por Román de Blas

Roman de Blas eva - arte sexualidade
Eva por Román de Blas

Roman de Blas - arte sexualidade
Otoño por Román de Blas

Roman de Blas primavera - arte sexualidade
Primavera por Román de Blas

Roman de Blas primavera - arte sexualidade
Primavera 2 por Román de Blas

Música

TORORÓ
Edu Lobo/Chico Buarque

Eu fui no Tororó
Beber água, não achei
Achei bela morena
Que no Tororó deixei
Pra que, morena
Ah, pra que carinho
Ah, pra que desejo
Pra acabar sozinho

Antes da mulher
Era o homem só
Era sem querer
Era sem amor
Era sem penar
Era sem suor
Era sem mulher
Era bem melhor

Deus fez a fêmea e depois
Que ela encorpou, nunca mais
Que um mais um foram dois
E caíram de quatro os animais
E tome praga no arroz
Rebelião nos currais
Ficou o homem feroz
E estranhou seus iguais

Antes da mulher
Era um dissabor
Era um desprazer
Que fazia dó
Homem sem mulher
Era quase um pó
Que ficava em pé
Era um saco só

Dentro da fêmea Deus pôs
Lagos e grutas, canais
Carnes e curva e cós
Seduções e pecados infernais
Em nome dela, depois
Criou perfumes, cristais
O campo de girassóis
E as noites de paz.

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Edição 33

Galeria de Kathrin Longhurst

"Com meu trabalho, eu expresso um forte desejo de retratar mulheres comuns em um modo glamuroso. Meus modelos são de todos os estilos de vida, mas na tela elas se tornam super-estrelas, divas, sedutoras, deusas e heroínas. Eu quero particularmente que a mulher se sinta bem consigo mesma. Eu quero mostrar ao mundo o quanto elas são lindas. Eu quero que as pessoas sintam o amor e ternura que eu tenho para com meus modelos em cada pintura".

http://www.kathrinlonghurst.com/index.htm

Kathtin Longhurst a long day - arte sexualidade
Along day por Kathrin Longhurst

Kathrin Longhurst eternal love - arte sexualidade
Eternal love por Kathrin Longhurst

Kathrin Longhurst flower of the orient - arte sexualidade
Flower of the orient por Kathrin Longhurst

Kathrin Longhurst red - arte sexualidade
Red 2 por Kathrin Longhurst

Kathrin Longhurst Victoria - arte sexualidade
Victoria por Kathrin Longhurst

Kathrin Longhurst you are on my mind - arte sexualidade
You are on my mind por Kathrin Longhurst

Música

TODO AMOR QUE HOUVER NESSA VIDA
Cazuza/Roberto Frejat

Eu quero a sorte de um amor tranqüilo
Com sabor de fruta mordida
Nós na batida, no embalo da rede
Matando a sede na saliva
Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum trocado pra dar garantia

E ser artista no nosso convívio
Pelo inferno e céu de todo dia
Pra poesia que a gente não vive
Transformar o tédio em melodia
Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum veneno antimonotonia

E se eu achar a sua fonte escondida
Te alcanço em cheio o mel e a ferida
E o corpo inteiro feito um furacão
Boca, nuca, mão, e a tua mente, não
Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum remédio que me dê alegria.

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Edição 32

Vênus Despida (2)

Na galeria da edição anterior, mostramos algumas concepções do belo, no que se refere a representação do nu feminino - imagens de "Vênus" desde a pré-história até o século XIV. Nesta galeria, continuamos a amostragem com obras desde o século XVII a década de 1990.

Rubens Helene Fourment - arte sexualidade
Hélène Fourment como Afrodite por Peter Paul Rubens (1630)

Goya Maja Desnuda - arte sexualidade
Maja desnuda por Francisco Goya Y Lucientes (1797-1800)

Antonio Canova Paolina Borghese - arte sexualidade
Paolina Borghese por Antonio Canova (1804-1808)

Ingres Odalisque - arte sexualidade
A grande odalisca por Jean-Auguste-Dominique Ingres (1814)

Francesco Hayez Venere - arte sexualidade
Venus Playing with two doves por Francesco Hayez (1830)

Edouard Manet Olympia - arte sexualidade
Olumpia por Édouard Manet (1863)

Paul Gauguin - arte sexualidade
Aha oe feii por Paul Gauguin (1892)

Picasso la driade nude dans une foret - arte sexualidade
Grande driade por Pablo Picasso (1908)

Klimt Salome - arte sexualidade
Salomé por Gustav Klimt (1909)

Josephine Baker - arte sexualidade
Josephine Baker (1920)

Marilyn Monroe - arte sexualidade
Marilyn Monroe (1950)

Bardot - arte sexualidade
Brigitte Bardot (1965)

Belucci - arte sexualidade
Mônica Bellucci - Calendário Pirelli (1997)

Música

TANGO DO COVIL
Chico Buarque

Ai, quem me dera ser cantor
Quem dera ser tenor
Quem sabe ter a voz
Igual aos rouxinóis
Igual ao trovador
Que canta os arrebóis
Pra te dizer gentil
Bem-vinda
Deixa eu cantar tua beleza
Tu és a mais linda princesa
Aqui deste covil

Ai, quem me dera ser doutor
Formado em Salvador
Ter um diploma, anel
E voz de bacharel
Fazer em teu louvor
Discursos a granel
Pra te dizer gentil
Bem-vinda
Tu és a dama mais formosa
E, ouso dizer a mais gostosa
Aqui deste covil

Ai, quem dera ser garçom
Ter um sapato bom
Quem sabe até talvez
Ser um garçom francês
Falar de champinhom
Falar de molho inglês
Pra te dizer gentil
Bem-vinda
És tão graciosa e tão miúda
Tu és a dama mais tesuda
Aqui deste covil

Ai, quem me dera ser Gardel
Tenor e bacharel
Francês e rouxinol
Doutor em champinhom
Garçom em Salvador
E locutor de futebol
Pra te dizer febril
Bem-vinda
Tua beleza é quase um crime
Tu és a bunda mais sublime
Aqui deste covil.

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Edição 31

Venus Despida

O conceito de beleza apresenta variações imensas no decorrer da história da humanidade, com reflexos claros nas artes visuais. Em alguns períodos, a beleza era considerada simplesmente uma qualidade inerente às coisas da natureza, cabendo à Arte apenas a incumbência de fazer as coisas bem feitas, de modo que cumprissem uma finalidade socialmente determinada. Por esse ponto-de-vista, considerava-se "arte" tanto aquela do pintor e do escultor, quanto aquela do construtor de barcos, do marceneiro ou do barbeiro. Somente muito mais tarde surgiu o conceito de "Belas Artes", para distinguir a escultura e a pintura, daquilo que hoje chamamos de "Artesanato".

"A nudez é sempre inquietante, instigadora e bela. Por isso o artista, seja na pintura, escultura, na dança ou fotografia, encontra no corpo nu uma profunda ligação com a pureza do ser". (Ariano Cavalcanti de Paula)

Nesta galeria vamos mostrar algumas concepções do belo, no que se refere na representação do nu feminino- imagens de "Vênus".

Venus de Laussel - arte sexualidade
Venus de Laussel (representação paleolítica)

Venus de Cnido - arte sexualidade
Vênus de Cnido (cópia romana de Praxíteles) (Séc IV a.C.)

Venus de Milo - arte sexualidade
Vênus de Milo (Séc. II a.C)

Venere casa di marte - arte sexualidade
Casa de Marte e Vênus em Pompéia, afresco (Séc. I. a.C)

Giovanni Bellini donzela no banho - arte sexualidade
Donzela no banho por Giovanni Bellini (1478).

Boticelli nascimento de venus - arte sexualidade
Nascimento de Vênus por Sandro Botticelli (1482)

Lucas cranach venus de amor leva o favo de mel - arte sexualidade
Vênus e Amor que leva o favo de mel por Lucas Cranach (1506)

Giogione venus adormecida - arte sexualidade
Vênus adormecida por Giorgione (1509)

Ticiano amore sacro e profano - arte sexualidade
Amor Sacro e Profano por Ticiano Vecellio (1514)

Venus and amor Lucas Cranach - arte sexualidade
Venus and Amor por Lucas Cranach the Elder (1532)

Venus de urbino - arte sexualidade
Vênus de Urbino por Ticiano Vecellio (1538)

Música

SENTIDOS
Christian Oyens/Zélia Duncan

Não quero seu sorriso
Quero sua boca no meu rosto
Sorrindo pra mim.

Não quero seus olhares
Quero seus cílios nos meus olhos
Piscando pra mim.

Transfere pro meu corpo seus sentidos
Pra eu sentir a sua dor, o seu gemido
Entender porque quero você.

Não quero seu suor
Quero seus poros na minha pele
Explodindo de calor.

Transfere pro meu corpo
Seus sentidos pra eu sentir
A sua dor, os seus gemidos
E entender porque quero você.

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