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"Minhas figuras românticas, sinuosas, são reminiscências da beleza atemporal dos Mestres Clássicos e Barrocos, combinados com a luz, a atmosferra e trabalho expressivo com pincéis dos Impressionistas contemportâneos - um 'Naturalismo Clássico'". Técnica de pintura Antes de trabalhar com a modelo, Craig Srebnik desenvolve poses a partir de sua imaginação e dos princípios de composição. Suas poses geralmente incluem curvas em "s" e "aa" em espiral, como linhas da beleza natural: a forma das folhas e caulas, as linhas criadas pelos músculos espiralando-se ao longo do esqueleto, o movimento das ondas do oceano, o nadar dos peixes, o bater das asas dos pássaros em câmera lenta e as ondulações da grama ao vento. Acrescentar espirais à figura acentua suas curvas em "s", sua musculatura e a vitalidade da pose. Juntas, elas enfatizam o conceito de beleza da figura segundo Srebnik. Luz e sombra são adicionadas aos desenhos composicionais para dramatizá-los, reforçando-os com tecidos e vestes. "A natureza da beleza é revelada pelo estudo da Natureza". Um pequeno estudo composicional em óleo costuma preceder a tela real para melhor orquestrar as linhas, formas, tonalidades e cores da figura e do fundo. Às vezes Srebnik desenha um esqueleto na pose desejada e depois o preenche com musculatura antes realizar a pintura com a modelo. Enquanto pinta, a modelo se torna uma referência
de estrutura, anatomia, tensão muscular, efeitos de luz e ajuste
dos tecidos.
Ao interpretar a figura de acordo com os princípios de beleza e
arte: - equilíbrio, movimento, proporção, harmonia,
ritmo e composição - produz um efeito cumulativo diferente
da cena original.
AS CURVAS DAS ESTRADA DE SANTOS Se você pretende saber quem eu sou Por favor me acuda Corrijo num segundo
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| Edição 39 |
Exilados da Espanha, seus pais encontraram asilo na Argentina em 1949. Maria Amaral nasce em Buenos Aires, no dia 25 de dezembro de 1950. Em 1967, é a vez de Maria Amaral, junto com toda a sua família, conhecer o exílio. Bem-recebidos na França, ela se gradua na Escola de Belas Artes de Paris, afirmando seu destino artístico. O expressionismo alemão, Munch, Van Gogh, o período azul de Picasso e, especialmente, Käthe Kollwitzes, ao lado de grandes pintores latino-americanos como Guayasamin, Siqueiros, Rivera, Carpani, Lam, serão suas primeiras fontes de inspiração em termos de técnicas e formas de expressão. Afastada dos movimentos estéticos dos anos 70, mas junto à realidade insuportável vivida pelas pessoas, ela se dedica a descrever a alma latino-americana, suas raízes, miscigenação e sofrimentos. Ela começa com o preto e branco sobre um fundo que foi chamado de "sopro invisível". Durante mais de 20 anos expressa-se através de carvão duro. O desenho, a gravura, a litografia e o cartaz foram ferramentas que dominou rapidamente para proclamar o exílio sem resignação. Os seus desenhos, uma vez vistos, causam impacto permanente, pois ninguém retorna do exílio. São percepções óbvias o preto-e-branco, a sombra e a luz, a vida e a morte, mas para além destes aspectos elementares e maniqueístas de sua expressão, a dor transfigurada atinge o espectador, não pela crueldade, mas pela sua modéstia, seu silêncio. Não se trata de uma crueldade isolada e distante, porque aqueles olhares, mãos, rostos e rugas estão tão próximos de nós que nos reconhecemos neles. Na década de 80, a cor explode em meio ao preto-e-branco. O amor e a maternidade talvez tenham sido a causa ou a razão. Começam a surgir as naturezas-mortas, o encontro da Europa com a América Latina, o tango, a tourada, corpos em amor e uma grande quantidade de retratos. Ela pinta à vontade, generosa e confiante. Ao retratar o tango, ela faz pouco dos lugares-comuns de nostalgia e infortúnio que integram essa dança e cultura. O tango de Maria Amaral é luminoso, sensual e engraçado. Onde muitos vêem somente lamento, desespero e angústia, ela pinta os seios prontos para morder, traseiros generosos, carne e alegria. O tango de Maria Amaral é autêntico, no sentido de que se dirige diretamente ao coração, sem sentimentalismo. Os corpos que se amam. É aí que Maria não retém mais sua generosidade, ternura e afeto. O corpo não é mais um corpo, é uma explosão de corpo, um florescimento que invade a tela, o desenho, o espaço. Ela ama tanto esse corpo que o reduz, mistura, distorce e desloca para fazer-nos admirar todas as suas melhores partes. Dois corpos abraçados numa onda de ternura, o tempo é abolido, o amor está lá. Quantos aos rostos, Maria Amaral não faz "retratos". Ela coleta um rosto e concede-lhe asilo, honrando-o. Muito freqüentemente ela não separa as mãos do rosto, porque é necessário dizer que as mãos têm rostos, uma maneira de dizer que as pessoas são o que fazem e que suas mãos são extensões de suas almas. É com seus corpos e seus retratos, em seu amor expandido e confiante, que termina o exílio do ser e Maria lhe concede sentido e vida. Fonte:http://maria.amaral.free.fr
Música Uma belíssima milonga CHINA ATREVIDA Cada vez que o sol levanta traz consigo uma ansiedade O meu xucro pensamento vai sem rumo estrada afora E assim vai passando o tempo com seus segredos
No século XIX, a população negra foi
a primeira a ocupar os bairros pobres de Buenos Aires, os mesmos onde
se instalam em seguida os camponeses argentinos e os emigrantes à
procura de trabalho. É então que começa a surgir
uma nova forma musical resultante deste encontro: a Milonga. Sob o nome
de “milongón”, depois de milongas, como nos casos do
tambo e do tango, a palavra designa a princípio o sítio
onde é dançada. Será utilizada em seguida para denominar
igualmente a rapariga com quem se dança; os emigrantes solitários
devem ter, sem dúvida, muitas vezes, pago os favores desta milonga
ou milonguera, com quem passavam a noite e a palavra adoptará o
significado de rapariga de vida fácil. A milonga que assim nasce é uma música de festa. Sorridente e prazenteira, torna-se rapidamente a rainha dos bailes populares. Associamo-la à nova sociedade dos “arrabales”. E porque é identificada à gente de mau porte, a milonga vê-se confinada aos lugares de má vida; ela será tocada, se não nos bordéis, em todo o caso nas festas populares olhadas com maus olhos pelos bem pensantes do centro da capital. Fonte:Portotango |
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| Edição 38 |
Giuseppe Dangelico nascido em Bari, Itália,
em 8 de novembro de 1939. De 1960 até 1979 seu trabalho foi exposto
em várias galerias importantes ao longo da Itália e a Europa,
mas ele buscava uma liberdade artística que não encontrou
na Itália. Embora Pino tenha dedicado treze anos a ilustrar capas de livro, ele nunca abandonou seu amor pelas belas-artes. Desde então suas telas foram expostas em várias galerias de arte. Fonte:http://www.bnr-art.com/pino/
Erotica CCBB - 20 de fevereiro a 30 de abril no Centro Cultural Banco do Brasil - RJ Quem passa pelos ambientes da exposição "Erotica - Os sentidos da Arte" pode até resistir à tentação de excitar-se (no sentido figurado) com as obras presentes na exposição, mas certamente ficará impressionado com os significados que o sexo e o prazer podem assumir para os diferentes artistas ali reunidos. Misto de fotografias, pinturas, vídeos e esculturas, o acervo mostra as expressões do erótico nas visões de artistas de diferentes épocas. Não vou ficar falando da exposição. Quem teve condições e interesse a viu no CCBB de São Paulo, entre 12 de outubro e 8 de janeiro. Agora á a vez das pessoas que podem dar uma passadinha no CCBB do Rio, onde a exposição estará até 30 de abril. Para atiçar os paladares, apenas reproduzo os nomes de alguns artistas cujas obras formam a Erotica: Anita Malfatti, Antônio Dias, Antônio Gomide, Auguste Rodin, Cláudio Mubarac, Duane Michals, Edgard de Souza, Eliseu Visconti, Ivan Serpa, Jean-Jacques Lebel, Jules Pascin, Luiz Zerbini, Marcelo Grassmann, Marcelo Krasilcic, Marcia X, Marco Paulo Rolla, Nan Goldin, Newton Mesquita, Pablo Picasso, Paul Éluard, Paul Gauguin e outros. Aos que pensam que o revisor dos textos do site está bobeando, um esclarecimento: trata-se de "Erotica" mesmo, sem acento, por se tratar de um substantivo da língua inglesa, designativo das coleções de objetos eróticos. Essa é a idéia central da exposição: mostrar uma coletânea de obras que remete diretamente a temas como erotismo e sexualidade, desde os aspectos mais sutis até os que, de tão explícitos, chegam a chocar. No final da exposição, os visitantes têm a oportunidade de participar de uma oficina na qual podem expressar, por meio de desenhos, conceitos como prazer, desejo, fetiches e outros. Uma outra atividade da oficina, que aliás é o seu ponto alto, é uma experiência que lida com o olfato e as lembranças. Mas só vai saber como é quem for à exposição. Afinal, o que seria do erotismo se tudo fosse explícito?
Música FOLHETIM Se acaso me quiseres E, se tiveres renda E eu te farei as vontades Mas na manhã seguinte
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| Edição 37 |
Esta galeria foi inspirada na linda história de amor entre uma raposa e um monge budista solitário em um templo na encosta de uma montanha, narrada em livro de Neil Gaiman ilustrado por Yoshitaka Amano. Ao ler a belíssima história, que recomendo, procurei conhecer melhor o trabalho do artista. As três primeiras ilustrações fazem parte do livro "Os caçadores de Sonhos". As demais, são ilustrações de outros trabalhos de Amano. Yoshitaka Amano nasceu em 1962, na pequena cidade de Shizuoka, no Japão. Aos cinco anos, seu dom já saltava aos olhos. Ao ver um de seus desenhos, sua irmã gritou a todos "nós temos um gênio em casa". Com quinze, estagiava numa produtora como designer e criava trabalhos como Hutch the Honney Bee, Time Bokan, Yatta-man e G-Force. Para o ilustrador, o ambiente em que se encontra, as pessoas ao seu redor e as viagens que faz ao redor do mundo são uma grande influência. "Inspiração é algo que fica acumulado em minha memória", acrescenta o fã confesso de Delacroix, Rembrandt e DaVinci.
O ano de 1999 foi muito importante para popularizar ainda mais sua carreira. Foi quando ele ilustrou o livro Sandman - Os Caçadores de Sonhos, escrito por Neil Gaiman, para a DC Comics. Ainda no mesmo ano, desenvolveu a concepção de personagens do jogo de videogames Final Fantasy VIII, um dos mais vendidos no mundo (o jogo já está indo para a sua décima edição e um longa-metragem para cinema está em fase de pós-produção). Entre as inúmeras obras no belíssimo portfolio de Amano, não se pode deixar de falar nas animações, como a feita em parceria com David Newman para As Mil e Uma Noites, esculturas e até quimonos. Fonte: http://www.amanosworld.com/html/store.html e http://www.omelete.com.br/quadrinhos/artigos/base_para_artigos.asp?artigo=266
Icon Aloft Sarina In The Light por
Amano
Ilustração para coleção de 65 volume dos trabalhos de Rampo Edogawa. As ilustrações Influenciadas por Rampo, especialmente por sua declaração "o presente é sonhar, os sonhos da noite são realidade"
Música TÁ COMBINADOCaetano Veloso Então tá combinado,
é quase nada Podemos ver o mundo juntos Então tá tudo dito Mas e se o amor pra nós chegar Então não fale nada
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| Edição 36 |
Ana Davidovic nasceu em 01/09/1976, atualmente mora em Belgrado. Seus nus retratam com extrema delicadeza a beleza da mulher. Fonte: http://www.atelier-davidovic.co.yu/
Música É Proibido Proibir A mãe da virgem diz que não. Me dê um beijo, meu amor
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