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| Edição 70 |
Desde a mais tenra idade, Ivan Koulakov foi profundamente influenciado pelo interesse de seu pai nas Belas Artes. De fato, Yury Koulakov, um professor de Física na Novosibirsk State University, Siberia, Russia, é bem conhecido como um brilhante intelectual acadêmico e profundo conhecedor da Belas Artes. Koulakov cria sua arte todos os dias em sua mente e alma, ela nasce dentro dele. Sua exploração é uma jornada não somente em seu vasto conhecimento da Belas Artes mas também em seu coração. É uma busca emocional e íntima pela expressão perfeita da vida propriamente dita. Seja um som musical ou movimento visual, é sempre transmutada em desenho em sua mente e simultaneamente, criada como uma verdadeira forma de arte. A importância de cada pintura está em que elas são trabalhos artísticos originais, contendo um certo mistério que não pode ser expresso pela prosa comum e que somente pode se auto-realizar através de estudo e cuidadosa meditação. A singularidade destas pinturas está em sua aplicação acadêmica de linhas e toque de cor para formar uma composição em que as contradições da obra-de-arte em si mesma acentuam a essência seu dinâmico material subjetivo. Personagens desempenham um importante papel no trabalho do artista. Rostos calmos e relaxados contrastam-se com linhas extremamente fortes de corpos que coexistem com suave sarcasmo, tragédia, ironia e humor. O tratamento da mídia sofre aplicações similares, com a acentuação das suaves e ternas aquarelas que se harmonizam com dramáticos traços de nanquim e as texturas chapadas do guache. Todos esses elementos unem-se para criar um sentimento de emoção em relação à humanidade e estimular nossos mais íntimos processos de pensamento. A criação em Belas Artes é um mistério
tão grande quanto à própria vida. De onde vem um
pensamento ou idéia? Não é tão simples quanto
apenas contar uma história, embora a própria criação
de uma história seja, em si mesma, um mistério. Entretanto,
cada peça de arte que é criada tem uma história para
contar. A produção artística de Ivan é profunda
e espiritualmente melódica ao mesmo tempo em que é extremamente
terrestre e humana. Não importa se a obra de arte é abstrata
ou realista, ela é a mais alta mais antiga forma de expressão
humana.
Um toque sobre arte Para os que gostam de arte, e principalmente para
os pintores iniciantes apartir desta edição disponibilizamos
este espaço com dicas, técnicas e curiosidade sobre a arte
da pintura em tela, dadas pelo grande Mestre Dinyz
Domingos.
Saiba mais sobre o professor Dinyz aqui.
Palheta x Cores MONET usava uma palheta restrita. E seus quadros têm uma infinidade de cores. Nas sombras, podemos observar uma quantidade de azuis e violáceos, pois as luzes têm uma variedade de tons luminosos, e isso sem intervir na cor que nossos olhos estão acostumamos a ver. Na verdade temos visto muitos livros indicando palhetas com uma quantidade enorme de cores. E temos professores repetindo coisas que estão ultrapassadas há mais de 2 séculos. Primeiramente é preciso ver se é o que queremos, um sistema antigo ou algo mais atual. Percebo em muitos sites na Internet recomendações de palhetas de nomes de tintas que nem se fabrica mais. Novos pigmentos foram descobertos com mais qualidade e muito mais bonitos. Como exemplo, cito o azul da prússia: por que usá-lo se sabemos que com o tempo ele ganha um aspecto escurecido tornando-se um cinza feio e, muitas vezes deixamos de lado um azul ftalocianina que é muito mais bonito e duradouro? Por isso é importante adquirir catálogo do frabricante com as devidas informações. Uma boa fábrica indica a qualidade e resistência de cada cor. O motivo disto é que, quando trabalhamos com material inferior, temos um grave problema: sendo o material ruim, nós não conseguimos o resultado positivo, por exemplo, quando estamos misturando as cores e não conseguimos o tom desejado. Sabem o que dizemos? "Eu não tenho talento, vou parar por aquí. Deus só deu este talento para alguns". Lembre-se além de talento é preciso
trabalhar com materiais de qualidade! Música Além Do Olhar É como a luz do sol que toca um cristal Longe da razão o fogo da paixão Se um dom especial é dado prá alguém
É como a luz do sol que toca um cristal
1. Além do Olhar - Ivo Pessoa
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| Edição 69 | Galeria Nathan Florence parte II Nesta edição continuamos a segunda etapa da Galeria de Natahan Florence. Sua paixão pela mulher e por seu estado "grávido" é constante em várias obras. O que chamo atenção para esta galeria é o tema "mitológico" que Nathan Florence desperta em algumas de suas obras, como em "Hulda the Prophetess", "Death and the maiden", "Three-Graces". O artista afirma "Há um elemento, certamente, de mitologia em meu trabalho. Eu cresci lendo o livro de Mitos Gregos de D'Aulaire. Eu o li e reli durante toda a minha infância. Aquelas imagens estão em minha mente." As Três Graças mostram três mulheres do busto para cima. Todas aparentam uma certa atemporalidade misturada com attitudes contemporâneas. Todas são veladas até certo ponto. Elas são cegas, como a Justiça, ou flertando umas com as outras e com o observador? "Você pode ver que as Graças são parcialmente obscurecidas", confirma Florence, "Eu sempre achei interessante o jeito com que você pode ver alguém com o canto dos olhos, ou por trás, ou meio de lado, e pensar 'Que pessoa linda". Então, quando você consegue vê-la por completo, não parecem mais tão interessantes. O confronto entre a Morte e a Beleza é, obviamente, um antigo conceito filosófico. Florence não remontou à mitologia Grega para sua Morte e Donzala, mas à Idade Média alemã. Ele começou a explorar o tema seis anos antes. Ele conhecia a famosa música de Schubert com o mesmo nome e procurou o poema original por Matthias Claudius (1740-1850). Em seguida, encontrou um entalhe alemão de 1541 sobre o tema, por Hans Sebald Beham. "Eu aprendi que a Morte não era essa
coisa assustadora, mas possuía essa qualidade sedutora. Aqui no
poema, ele (a Morte) está dizendo a esta jovem: 'Venha comigo.
Eu tenho algo melhor do que você tem'. Eu achei essa idéia
muito intrigante. Comecei com esboços a lápis. Eu pensei
que talvez a Morte pudesse ser um homem jovem que passasse no caminho
e dissesse 'oi' de uma forma tentadora. Então, um dia, eu estava
olhando uma revista de moda e vi uma foto de uma mulher atravessando uma
porta. Seu vestido estava esvoaçando ao vento. Eu pensei: 'esta
é a Morte: Glamour e Moda". Fonte: http://www.nflorencefineart.com/
Um toque sobre arte Para os que gostam de arte, e principalmente
para os pintores iniciantes apartir desta edição disponibilizamos
este espaço com dicas, técnicas e curiosidade sobre a
arte da pintura em tela, dadas pelo grande Mestre Dinyz
Domingos.
Saiba mais sobre o professor Dinyz
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Luz e sombra Como trabalhar luz e sombra? Quando temos uma cor primária, por exemplo, o vermelho, e queremos um tom mais claro, em hipótese alguma poderemos usar outra primária. Se usarmos duas primárias, por exemplo, adicionando amarelo ao vermelho, teremos outra cor, de nome laranja. Para termos um vermelho mais claro basta uma pitada de branco, e para termos um vermelho mais escuro uma pitada de violeta. Algumas pessoas mais experientes que já conhecem as complementárias talvez optassem pelo verde escuro e claro. Para iniciantes, digo que resolver luzes e sombras com complementárias é um tanto confuso, principalmente para aqueles que não estão acostumados a fazer suas próprias misturas de tintas. Neste caso, seria conveniente que luzes e sombras fossem extraídas da cor local. Caso contrário, se não soubermos de onde vem a sombra e luz, vamos criar uma pintura mentirosa, uma pintura confusa .Uma parede branca não é pintada com branco puro, esta parede deve ser pintada com uma cor representativa, que é um branco neutralizado com cinza (gelo/grisalha). Neste caso, o branco puro seria a luz. Ponham um pano vermelho dobrado perto de uma janela a uns 2 metros de distância. Observe que as cavidades no pano que são mais escuras e as partes que estão no lado da luz estão mais claras . Esta maneira de determinar a sombra e a luz, sendo a sombra e luz da mesma cor, chama-se cor local. Em minhas telas, extraio a luz e a sombra sempre da mesma cor, mas isso não me impede de enfeitar a luz e a sombra com outras cores, criando cores atraentes para a tela. Podemos usar muito estes efeitos, lembrando sempre de cuidar para não desvirtuar a sombra e a luz. Para tornar um vermelho mais claro é necessário muito pouco branco, isso não vai desvirtuar o vermelho. Só se usarmos o branco em grande quantidade que o vermelho se tornará rosa. Caso contrário você pode usar a mistura de 2 ou mais vermelhos. Em minha paleta uso sempre 2 ou 3 cores de primários, por exemplo, 2 vermelhos, 3 azuis, 3 amarelos + carmim + esmeralda + preto e 2 brancos (zinco e titânio). No impressionismo, a luz e a sombra vêm sempre da mesma cor, adicionando azuis ou violeta para as sombras. Através do prisma, estudamos cores que a maioria das pessoas não conseguem ver. Cito como exemplo a cor rosa. A LUZ é rosa-claro, e a SOMBRA é rosa-escuro com azul ou violeta. A luz é que provoca as sombras. Temos a sombra
própria e a sombra projetada. A sombra
de um vaso escuro é escura. Mesmo que a sombra de um vaso escuro
esteja projetada em cima de uma mesa branca, a sombra do vaso continuará
escura. Já a sombra projetada é um branco mais escuro, por
exemplo, cinza claro. Música A Primeira Pedra Composição: Carlinhos Brown, Marisa Monte, Arnaldo Antunes Atire a primeira pedra Para ouvir basta abrir os poros Quem de vocês Quem ousaria
1. Infinito Particular
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| Edição 68 |
Nathan Florence produziu um fantástico conjunto de obras. Nesta primeira seleção, mostro criações de diferentes vertentes seguidas pelo prolífico artista. Na primeira tela, "White Shirt", a expressividade com que se retrata uma simples peça de vestuário faz com que a imagem do corpo se torne completamente desnecessário para retratar um corpo invisível completamente sensual. Em "Close to understanding revisited II", "At rest in the blast", "Ocean, Rising Tide", "Close to understanding ", percebe-se a combinação das padronagens de porcelanas - uma especialidade do artista - com a pele feminina, o artista com muita sensibilidade transforma um em outro de uma forma intensa e bela. Em "Self-doubt", Nathan Florence faz um auto retrato que manifesta uma dúvida que dilacera seu corpo, sua alma, como se procurasse em seu íntimo a resposta. Em "Conspiracy of Hope II", "Close to Understanding Revisited ", "Conspiracy of Hope M at 8 months. ", "Carried Forward M at 7 months", "M at 7 Months", "Maren's Entrance " o artista demonstra sua emoção com a gravidez de sua mulher Marian. Outra obra maravilhosa que ilustra a seção de sexualidade é a obra "Grávitas", onde Florence pinta sua mulher Marian com seis meses de gravidez, puxando sua pele para mostrar o feto tranqüilamente aninhado em sua barriga. "Eu a pintei com seis meses de gravidez e nós estávamos ambos nos sentindo incrivelmente assustados com a responsabilidade em que estávamos mergulhando, com o peso da situação. Há tanta maravilha e tanta beleza na paternidade e, entretanto, é terrivelmente assustadora. De alguma maneira eu quis capturar essa combinação. Veja a expressão dela, ela não está dizendo, 'ei, olhe aqui'. Ela está mordendo os lábios, em dúvida. Naquela época, eu não queria dividir Marian com ninguém, até mesmo nosso bebê. Eu obtive muitas reações interessantes a esta pintura. Eu acho que é um pouco perturbadora mas, quando a mostrei para mães, elas adoraram, algo que eu não podia prever. Até mães conservadoras gostam."
Um toque sobre arte SEGREDOS DA PINTURA Proponho um exercício
para pintar impressionismo: Vejamos observe uma árvore
verde na luz do dia e tente reproduzi-la. No
impressionismo tudo tem 3 valores (três tons da mesma cor). Observe a árvore e identifique os 3 valores, onde está o escuro, médio e claro . Façamos agora um cinza: preto e branco [misture] Pinte toda a árvore com o verde escuro. Agora misture
um pouco do cinza escuro O cinza neutraliza o tom, assim a cor
não fica "cheguei" eu chamo de neutralizador, Alguém no passado disse que era proibido o uso do preto, mas para aqueles que fazem um estudo bastante avançado chegam à conclusão que seria impossível trabalhar sem esta cor. Podemos pintar sem o preto: inventamos outra cor escura até mais bonita, uma cor que não suje como o preto. Este é o problema, a sujeira que ele faz. Na verdade não precisamos do preto para pintar: MAS ele é fundamental para fazer cores que jamais alguém faria com outras cores. SEM falar que o preto transformado em cinza ele se transforma em um neutralizador universal. Particularmente utilizo o preto, porque sem ele perdemos determinadas cores, o que seria uma pena, pois é infinita a gama que se podem obter, principalmente verdes e grisalhas. Alguns artistas impressionistas usam a cor da tela para produzir efeitos, fiquem à vontade para criar o que chamamos de sítios, fragmentos da cor da tela que ficam aparecendo. Isso é normal, eu uso uma capa liquida na base já valorizada. É claro que podemos pintar SEM O PRETO, mas é preciso possuir a cor preta para fazer outras CORES. Assim é impossível viver sem ele . Para exemplificar comece misturando preto com verde
esmeralda, preto com carmim, preto com amarelo, preto com azul. Quando
misturamos duas cores para ver as gamas devemos adicionar o branco branco.
Música Cantinho escondido Dentro de cada pessoa Um lugar pro coração pousar Coração não tem barreira, não Eu posso até mudar Dentro...
1. Universo ao Meu Redor |
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| Edição 67 |
Galit Maxwell pinta desde um ano de idade, sempre que não estava viajando. Suas primeiras pinturas refletem memórias de suas viagens. Hoje em dia, seu foco principal é em trabalhos semi-abstratos, usando figuras humanas. Galit Maxwell nasceu em Israel em 1971. Estudou pintura a óleo com o artista israelense David Caftori em Tel Aviv a partir de 1992, antes de mudar-se para Londres e estudar a arte da cerâmicabefore na Universidade de Westminster. Em 2000, passou a morar em Tanaka e inaugurou seu estúdio "Galia" para cerâmica funcional e decorativa, bem como pinturas semi-abstratas em óleo e acrílico.
Um toque sobre arte Para os que gostam de arte, e principalmente para
os pintores iniciantes apartir desta edição disponibilizamos
este espaço com dicas, técnicas e curiosidade sobre a arte
da pintura em tela, dadas pelo grande Mestre Dinyz
Domingos.
![]() Dinyz Domingos SEGREDOS DA PINTURA Para pintar é preciso desvendar certos segredos que raramente alguém revela mesmo pagando. Uns porque não sabem outros por que não querem. Saibam que a pintura é um trabalho muito concorrido e muitos se fecham. Vamos ao primeiro segredo: Sempre falamos em "misturar as tintas", pois bem, misturar é uma coisa, outra é mesclar. Quem já viu alguém bordar com linha mesclada? Na pintura também podemos mesclar as tintas.. A tinta mesclada é levemente mexida, ou seja, ainda se vê duas cores. Assim temos as pinceladas mais vibrantes. Mesclar é não misturar demais. Os impressionistas utilizam muito esta técnica. A pintura cria uma cor que vibra com a luz . Quando pintamos com cores misturadas a pintura fica opaca, sem vida e muitos pintores não percebem . Vamos a outro segredo: Como determinar as cores do quadro? Este é um problema que esbarramos sempre que vamos começar um trabalho. Temos duas maneiras básicas de compor a pintura: uma é CLARO sobre escuro , outra é ESCURO sobre claro . Existem outras maneiras mas deixamos para depois. Estas
duas opções são as mais utilizadas .
Música A Paz Composição: Gilberto Gil/João Donato A paz invadiu o meu coração
1. A Paz (Leila IV)
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| Edição 66 |
Scott Prior vive e trabalha em Northampton, Massachusetts, desde 1971. Ele é um pintor realista que segue a tradição luminista d a Nova Inglaterra com suas cenas brilhantes de temas americanos contemporâneos, todos em óleo sobre tela ou linho. Sejam interiores, jardins, dunas ou bosques, todos são lavados por uma luz maravilhosa e se transformam em cenários oníricos. Ele é mais bem-sucedido em locais vazios. Suas figuras centrais são desenhadas sem a mesma precisão de todo o resto, criando um efeito mágico. Mais ainda, sua presença relega os observadores ao papel de audiência assistindo a dramas de segunda categoria.
Um toque sobre arte Cores Primáras: Quando menino fui ao colégio, lá aprendi as letras, com elas escrevi uma palavra, depois uma frase, e depois uma carta. O pintor, primeiro aprende as cores, depois a misturá-las, e depois "escreve", DIGO PINTA! * Selecione as PRIMÁRIAS. As primárias são aquelas cores que você não consegue fazer em tua paleta (ou palheta como quiser, exemplo - amarelo, vermelho, azul, ou seja, todos os amarelos, vermelhos e azuis (*) são primários, você pode selecionar quantas cores forem do teu gosto. (*) Dentre os azuis três não são puros: o azul celeste, e o azul cerúleo que tem um tom escuro gris provavelmente batizado com preto, e o azul ultramar. Com o azul ftalo e branco pode se fazer um azul celeste. Ou adicione preto ao azul ftalo para fazer um azul cerúleo. Experimente fazer suas próprias cores. O azul ftalo é o mais escuro encontrado no mercado também conhecido como phthalocyanine. As cores que costumo utilizar são: amarelo claro, amarelo-indiano, vermelho cádmio, carmim, azul ultramar, azul ftalo, branco zinco, branco titânio e preto marfim. Quando misturamos as tintas, devemos sempre misturar a
tinta mais escura na tinta mais clara. Devemos fazer disto um hábito.
Se invertermos esta ordem teremos problemas de tom (gama) e de quantidade.
Veja as dicas anteriores do mestre Dinyz.
Música Meu bem querer Meu bem-querer
1. Azul - Gal Costa
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