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| Edição 20 |
por Géssica Hellmann O lema da campanha mundial do Center for Women´s
Global Leadership (Centro para a Liderança Global das Mulheres)
deste ano é "Pela saúde das mulheres, pela
saúde do mundo, basta de violência". O
UNIFEM - Fundo das Nações Unidas para a mulher, denunciou
em seu relatório anual que a violência de gênero provoca
mais mortes em mulheres entre 15 e 44 anos que o câncer.
A pedido, não iremos divulgar a identidade da entrevistada, dona
de casa, de 52 anos, a quem chamaremos de Maria. Atualmente está
em seu terceiro casamento. Os incidentes ocorreram no seu segundo casamento. Géh: Ele
começou com agressões verbais. Qual foi a primeira vez que
ele demonstrou violência física? 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência Contra as Mulheres 25 de Novembro a 10 de Dezembro de 2005 O dia 25 de novembro é o dia Internacional da Não-Violência Contra a Mulher. A data, instituída durante o 1º Encontro Feminista Latino-Americano e do Caribe (Bogotá, 1981), reverencia a memória das irmãs Mirabal, brutalmente assassinadas na República Dominicana durante o regime do ditador Trujillo, em 1960. Em 1999, a data coincidiu com a realização do VIII Encontro Feminista Latino-Americano, em Juan Dolio, na República Dominicana.
- 20 de Novembro: Dia Nacional da Consciência
Negra Em 2005 a Campanha Mundial "16 Dias de Ativismo"
ressaltará a inter-relação entre a violência
contra a mulher e a pandemia de HIV/AIDS, pois a violência e a discriminação
contra a mulher diminuem-lhe a possibilidade de se proteger da infecção
por HIV e limita o acesso aos serviços de Violência Contra as Mulheres Fonte: Rede Feminista de Saúde
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| Edição 19 | Os papéis no relacionamento - parte final por Géssica Hellmann Continuação do artigo sobre os papéis no relacionamento.
1.2 - Scripts banais para homens Os homens, assim como as mulheres, possuem certos scripts
estereotipados, que escolhem para viver. Estes estilos freqüentemente
se adaptam a um estilo correspondente na mulher. STEINER, Claude. Os papéis que vivemos na vida. Rio de Janeiro: Artenova, 1976. WYCKOFF, Hogie. Elaboração dos papéis sexuais dos homens e das mulheres, in: STEINER, Claude. Os papéis que vivemos na vida. Rio de Janeiro: Artenova, 1976, p.160-170. _______________. Scripts: banais para mulheres, in: STEINER, Claude. Os papéis que vivemos na vida. Rio de Janeiro: Artenova, 1976, p.171-189. Denúncia é pouco comum em casos de violência sexual Fonte: http://www.agende.org.br/16dias/DadosInformacoes/vi_02.asp Dados * 16% das mulheres que sofrem violência sexual contraem algum tipo de DST e uma em cada mil é infectada pelo HIV. * São registrados 15 mil estupros por ano que podem ocasionar gravidez indesejada e DST/Aids. A informação é das Delegacias Especializadas no Atendimento às Mulheres, 2003. * Anualmente, são realizados cerca de um milhão de abortos, a maior parte deles clandestinos. No Brasil, a interrupção voluntária da gestação é permitida apenas em caso de risco de morte da mãe ou se ela for resultado de estupro. Os números são do Center for Reproductive, 2004. * De cada cinco mulheres, uma será vítima ou sofrerá uma tentativa de estupro até o fim de sua vida, segundo a Anistia Internacional, 2004. * 1 bilhão de mulheres, ou uma em cada três do planeta já foi espancada, forçada a ter relações sexuais ou submetidas a algum outro tipo de abuso. 20% das mulheres são alvo de estupro, de acordo com a Anistia Internacional, 2004. * A cada ano são diretamente afetadas pela violência sexual cerca de um milhão de crianças. Dessas, estima-se que 100 mil casos estejam distribuídos entre Brasil, Filipinas e Taiwan. A informação é do Unicef, 2000. * Um em cada cinco dias de falta ao trabalho é causado pela violência sofrida pelas mulheres dentro de suas casas, incluindo a sexual. A violência doméstica faz com que a mulher perca um ano de vida saudável, a cada cinco anos, de acordo com o BID, 1993. * As mulheres negras entre 16 e 24 anos têm três vezes mais a probabilidade de serem estupradas que as mulheres brancas, segundo a ONU, 2004. * De 85 a 115 milhões de meninas e mulheres são submetidas a alguma forma de mutilação genital por ano, segundo a ONU, 1999. * As mulheres latinas, particularmente as brasileiras e argentinas, são as mais expostas a crimes sexuais no mundo. A América Latina registra os mais altos índices de crimes sexuais. Cerca de 70% dos casos de violência sexual são estupros, tentativas de estupro e outras agressões sexuais. A informação faz parte do relatório O Estado das Cidades do Mundo, divulgado pela ONU, 2004-05. * Pesquisa realizada no Brasil, entre 2000 e 2001, sob a coordenação da Organização Mundial da Saúde, constatou que 10% das mulheres na área urbana e 14% na área rural disseram já haver sido forçadas fisicamente a ter relações sexuais quando não queriam, ou forçadas a práticas sexuais por medo do que o parceiro pudesse fazer, ou forçadas a uma prática sexual degradante ou humilhante. * A violência física e/ou sexual cometida alguma vez na vida pelo parceiro foi relatada por 29% das mulheres da cidade e 37% do campo. * Em alguns países, até 69% das mulheres relatam terem sido agredidas fisicamente e até 47% declaram que sua primeira relação sexual foi forçada, segundo a OMS, 2002.
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| Edição 18 | Os papéis no relacionamento - parte II por Géssica Hellmann Continuação do artigo sobre os papéis no relacionamento.
Enfermeira: É uma salvadora profissional,
que trabalha numa instituição que a explora e exige dela
até seus limites físicos. Inicialmente, sua obsessão
em ajudar os outros vinha do cuidado, mas logo essa responsabilidade se
tornou opressiva. A ela é ensinado intuir as necessidades dos outros
e cuidar deles. Ela deseja que as suas necessidades sejam igualmente satisfeitas,
ou seja, que as pessoas possam ler sua mente da mesma forma que ela lê
as delas, mas isto não acontece, pois ela não pede o que
quer e, então, não recebe. Ela se sente ferida, brava e
passa a fazer o papel de perseguidora, na forma do assim chamado "não
envolvimento profissional", ou seja, "não dou nada a
não ser que me peçam!" STEINER, Claude. Os papéis que vivemos na vida. Rio de Janeiro: Artenova, 1976. WYCKOFF, Hogie. Elaboração dos papéis sexuais dos homens e das mulheres, in: STEINER, Claude. Os papéis que vivemos na vida. Rio de Janeiro: Artenova, 1976, p.160-170. _______________. Scripts: banais para mulheres, in: STEINER, Claude. Os papéis que vivemos na vida. Rio de Janeiro: Artenova, 1976, p.171-189.
O ENUDS – Encontro Nacional Universitário pela Diversidade Sexual - é um projeto de integração, que agrega temas acerca da diversidade sexual e os insere em um contexto social, familiar, salutar, mercadológico, entre outros. O evento ENUDS teve sua primeira versão no ano de 2003, motivado por um encontro da UNE (União Nacional dos Estudantes) realizado no ano anterior em Belo Horizonte. Na ocasião, lideranças como Dário Neto (Comissão Nacional do ENUDS - SP) foram convidadas a pronunciar-se sobre o tema "diversidade sexual" mas, durante o encontro, não lhes foi cedido espaço de participação. Organizou-se então um movimento de protesto, o ENUDS. Desde então, o evento é realizado anualmente e está agora em sua terceira edição. Nas duas primeiras edições, não havia entidades estudantis envolvidas, como na atual. Essa mudança é reconhecida como fundamental por Dário Neto, que comemora também o apoio recebido da Associação de Docentes da UFF e dos Sindicatos de Servidores da UFF e da UFRJ. Aproximadamente duzentas pessoas são esperadas para acompanhar os debates, que se realizarão até o dia 15 de novembro, na Universidade Federal Fluminense, com apoio dos Diretórios Acadêmicos, que encararam o evento como "fato político". Paula Cardoso, membro da coordenação do “Projeto Diversitas-UFF: extensão em diversidade sexual”, grupo à frente da realização do encontro em Niterói, declarou que a prefeitura de Niterói teria mostrado apoio mas, por questões burocráticas no acesso aos altos dirigentes, a ajuda não foi recebida. “O vínculo do ENUDS com a UFF é um dado fundamental para a obtenção dos apoios”, ressalta. Paula afirma que, devido ao conservadorismo presente na sociedade, as empresas e instituições não querem sua imagem ligada a movimentos de cunho sexual (termo que abarca toda a diversidade implícita). Ela acredita ainda que faltam pesquisas aprofundadas abrangendo os variados universos da sexualidade e que a mídia não trata a questão da forma como deveria. "Os meios de comunicação são carniceiros, querem ver o circo pegar fogo". Um dos assuntos tratados na primeira mesa de debates foi que os poucos materiais publicados ficam engavetados e se tornam de difícil acesso, por isso, mesmo dentro da própria Universidade a discussão é de pouco abrangente. Algumas ONGs e entidades da sociedade civil compareceram ao primeiro dia de discussão no Diretório Central dos Estudantes da UFF. Carlos Alberto Migon, diretor do Grupo Atobá, concorda que, dentro das Universidades brasileiras, há uma escassez muito grande de iniciativas para o estudo da diversidade sexual, diferentemente de outros países, como os EUA, que oferecem até cátedras sobre o assunto. Perguntado sobre a relevância de eventos como o ENUDS, que tratam da causa sexual (homossexuais, heterossexuais, transexuais e bissexuais), Carlos Alberto diz que o mais importante é a visibilidade da causa e se mostra muito satisfeito por saber que, nesta edição, a realização ocorreu majoritariamente por iniciativa dos alunos da Universidade. “As discussões são muito pouco freqüentes dentro de qualquer instituição e precisa estar presente na família, nas Igrejas e não submetidas à marginalidade social”, afirma. Ele julga que a mídia não é tão inacessível como se pensa e acredita ter havido um considerável avanço na abordagem dos assuntos que permeiam os homossexuais na imprensa: "Nós saímos das páginas policiais para páginas políticas e de saúde". Sílvia Ramos, cientista social, disse durante seu discurso que "A diversidade sexual é metáfora do direito à diferença", é "o símbolo da diversidade no país". Compareceu à mesa também a travesti Hanna Suzart, presidente da Associação de Travestis – ASTRA-Rio), que esclarece algumas definições sobre os novos termos, freqüentemente confundidos dentro até do próprio meio. A travesti é definida por ela uma questão de gênero e não de orientação sexual. Os transgêneros são pessoas do sexo feminino ou masculino que assumem características físicas ou psicossociais atribuídas ao outro sexo. "Travesti é o terceiro gênero", afirma. De maneira análoga, a “Drag Queen” não tem uma definição relacionada à sexualidade, mas a uma profissão. Hanna assume ter de “fazer programas” para sobreviver e vê a mídia como "perversa". Os transgêneros são apresentados estereotipicamente, como nas Paradas Gays, em que as fotos de destaque na imprensa são as que revelam as plumas, o brilho e o lado bem humorado do travestismo, relegando muitas vezes a um plano secundário as presenças gays ou lésbicas que, sem o mesmo impacto visual, são menos atraentes enquanto mercadorias. O mesmo faz a TV, que, nas raras oportunidades em que veicula a imagem da travesti, a aborda na maior parte das vezes como prostituta de rua. Todos os entrevistados reconheceram a importância do tratamento da temática homossexual em novelas, porque gera discussões em núcleos familiares e na sociedade, o que está contribuindo para uma maior conscientização de que há uma diversidade sexual e que ela precisa ser respeitada. O deputado Babá, do PSOL, também se pronunciou na mesa e comentou a existência de uma repressão da polícia contra os GLBT, além de todo o processo homofóbico sofrido por essa mesma classe. O deputado declarou ainda que o Congresso Nacional "empurra com a barriga" os projetos de defesa aos homossexuais porque é ainda muito conservador, mas que há uma frente parlamentar de defesa da diversidade. Acredita que a classe média é bem mais preconceituosa que a de renda inferior: a classe média oprimiria de forma mais direta o comportamento homossexual que os pobres. Quanto ao fato de que a mídia trate de forma depreciativa, debochada, sem profundidade ou atenção à causa fundamental, a liberdade sexual, o deputado foi taxativo: "Que cada um exerça a sexualidade como queira".
Carla de Paula Santos – 23 – Estudante do Curso Graduação em Estudos de Mídia (UFF)
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| Edição 17 | Os papéis no relacionamento - parte I por Géssica Hellmann Neste artigo, exponho os principais "scripts" - conceito da Análise Transacional - que participam na elaboração dos papéis sexuais dos homens e das mulheres nos relacionamentos, segundo Claude Steiner (1976). Primeiramente farei um breve resumo sobre a Análise Transacional e a teoria dos scripts.
Eric Berne é um pioneiro de amplo alcance, um radical
no campo da psiquiatria. Modificou a raiz das análises psiquiátricas
com a Análise Transacional. Mulher de Plástico: Num esforço para receber afagos, ela se cobre de plástico: jóias, saltos altos, roupas exóticas, perfumes, maquiagem. Tentam comprar a beleza e a sensação OK, mas nunca conseguem. Sente-se sempre abaixo do padrão de beleza da mídia. Sente-se segura no papel de consumidora. Repetidamente, testa a validade do script ao ser ignorada quando não segue seu padrão de beleza. Quando a beleza artificial não pode ser mais comprada ou maquiada, ela tende à depressão, freqüentemente prenchendo o vazio com drogas como álcool ou tranqüilizantes. Representando um contra-script, ela se sente bem quando acabou de fazer uma dieta, está bem vestida e é admirada. Também se sente bem quando está um pouco "alta" pelo álcool ingerido no almoço, mas essas sensações têm curta duração e, mais uma vez, ela se sente vazia e insatisfeita. É atribuída a ela a idéia de não envelhecer, não ser ela mesma e ser atraente. Na juventude, decide pegar um emprego temporário para comprar suas roupas, em vez de continuar o trabalho no jornal da escola ou concretizar seu interesse em escrever. Geralmente seu corpo é fino, mas flácido. Pés torturados por sapatos finos e a pele secou com excesso de óleo de bronzear. Emocionalmente, vive os jogos: "Compre-me alguma coisa"/"Bobona"/"Alcoólatra" (ou outro tipo de droga) Antítese: Ela decide gostar do seu eu natural. Conclui que o seu poder como consumidora é ilusão, decide ser responsável por si mesma. Deixa de usar drogas e adere a um grupo de resolução de problemas aprendendo a fazer mudanças em sua vida. A mulher por trás do homem: Estas mulheres dirigem seus talentos e capacidades em apoiar o marido, que freqüentemente é menos talentoso que ela mas que, de acordo com a sociedade sexista, é quem deve ser bem sucedido. A serviço do apoio do marido, ela lhe dá afagos e permite que ele receba afagos que pertencem a ela por direito. Ela acha muito mais fácil dirigir seu instinto de sucesso para o marido do que lidar com a realidade difícil e competitiva de ser uma mulher de carreira. Representando um contra-script, ela se sente muito bem quando o marido genuinamente aprecia seu papel mas, à medida que ele passa a considerar-se como autor do próprio sucesso, ela começa a sentir ciúmes e ressentimento, pensando não ser OK ter esse tipo de sentimento. É atribuído a ela: ser prestativa / não receber reconhecimento / ficar por trás de seu homem. A certa altura, ela decide não terminar os estudos, para conseguir um emprego e custear os estudos do marido, decidindo, assim, que para ser boa esposa não deve brilhar mais do que ele. Geralmente tem a postura um pouco curvada, tende a manter os ombros encolhidos para parecer insignificante e inofensiva. Emocionalmente vive os jogos:"Você é formidável, professor"/"Feliz em poder ajudar"/"Se não fosse por você..." Antítese: A saída é começar a receber reconhecimento pelo seu talento e usá-lo para o seu próprio bem, desistindo de se ocultar e assumindo a responsabilidade, livrando-se, assim, das mensagens internas que lhe dizem que ela está não OK. Coitadinha de Mim: Ela passa a vida como uma vítima à procura de um salvador. Seus pais fazem tudo por ela, porque ela é uma "moça", tornando-a dependente deles. Ela geralmente casa com um homem importante que possa protegê-la, que possa desempenhar o papel do "papai salvador da menininha desamparada". Não recebe afagos por estar OK sempre que demonstra alguma força, somente afagos de "não-OK" quando está mal. Aprende que pode conseguir as coisas mais facilmente se representar seu papel de vitima, contando seus problemas às pessoas. Representa um contra-script quando parece estar bem logo após se casar com o seu cavaleiro heróico: ele a salva tão bem que parece que as coisas saíram conforme ela queria. É atribuído a ela ser uma eterna criança (desprotegida), fazer o que os pais mandam e não pensar por si mesma. Na juventude, após ter sido coagida a não escutar seus próprios pensamentos e sentimentos, decide que seus pais sabem melhor do que ela. Geralmente tem um corpo fraco, desequilibrado, olhos muito abertos com um tom de tristeza e surpresa. Emocionalmente vive os jogos: "Não é horrível?"/"Estúpida"/"Faça alguma coisa por mim". Antítese: Ela se recusa a aceitar a saída mais fácil, decide que dentro dela existe um adulto a se desenvolver. Passa a receber afagos por ser OK quando demonstra força. A beleza decadente: Ela possui os atributos de padrão de beleza estabelecido pela mídia. Mas não se sente bem como pessoa e não se sente atraente, julga-se frívola. Recebe afagos em demasia por ser bela, e desconsidera todos eles. Ela deseja ser apreciada como pessoa e está em constante procura do príncipe encantado. Pelo fato de não usar seu adulto na relação com o príncipe encantado, ele eventualmente pode dilacerá-la emocionalmente. Mais tarde, ao perder a beleza, ela continua mantendo o relacionamento hostil que sempre manifestou com os outros, sendo agora considerada "puta" sem razão alguma. Na maioria das vezes acaba solitária, não amando ninguém, nem ela mesma. Representa um contra-script quando está feliz, perdidamente apaixonada pelo seu príncipe, o relacionamento parecendo incrível durante seis meses, quando então as coisas começam a degenerar e ele passa a se interessar por outra mulher bonita. Geralmente é atribuído a ela que sua beleza é artificial, para que ela não se aproxime das pessoas e não seja ela mesma. Ela decide ver a si mesma como um objeto sexual para conseguir o que deseja. Seu corpo é lindo, mas tem poucos sentimentos. Por ser tensa, tem dificuldade para chegar ao orgasmo. Emocionalmente vive os jogos: "Defeito (nela mesma)"/"Se não fosse por você"/"Estupro". Antítese: Começa a exigir afagos
pelas qualidades que possui além de sua beleza. Pára de
atribuir defeitos a si mesma e passa a valorizar a beleza interior. Decide
usar o eu Adulto para construir um relacionamento com alguém que
goste dela como pessoa. (continua na próxima edição) STEINER, Claude. Os papéis que vivemos na vida. Rio de Janeiro: Artenova, 1976. WYCKOFF, Hogie. Elaboração dos papéis sexuais dos homens e das mulheres, in: STEINER, Claude. Os papéis que vivemos na vida. Rio de Janeiro: Artenova, 1976, p.160-170. WYCKOFF, Hogie. Scripts: banais para mulheres, in: STEINER, Claude. Os papéis que vivemos na vida. Rio de Janeiro: Artenova, 1976, p.171-189. Dicas de Leitura
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| Edição 16 | Voyeurismo e Exibicionismo Parafilia é o termo atual utilizado para os transtornos da sexualidade, anteriormente chamados de "perversões sexuais". Estudá-las é essencial para se conhecer as variantes do erotismo e expressão comportamental. Segundo Reuben (s.d.,193), "os variantes sexuais começam como todas as outras pessoas; apenas jamais crescem, sexualmente falando." Mais recentemente, "o DSM-IV fala das Parafilias como uma sexualidade caracterizada por impulsos sexuais muito intensos e recorrentes, por fantasias e/ou comportamentos não convencionais, capazes de criar alterações desfavoráveis na vida familiar, ocupacional e social da pessoa por seu caráter compulsivo." (BALLONE, 2005)
Imagem do Museu de Cultura Sexual Chinesa, Shanghai (Dinastia Ching , dois jovens atores fazendo amor) Voyeurismo e exibicionismo são considerados exemplos de parafilias. Segundo Marzano, o voyeurismo, palavra de origem francesa, envolve o ato de observar pessoas, geralmente estranhos, sem suspeitar que estejam sendo observados, que podem estar nus, despindo-se ou em atividade sexual. O ato de observar serve à finalidade de obter excitação sexual, embora geralmente não seja tentada qualquer atividade sexual com a pessoa observada. Sexualmente, todos começam como espreitadores ou bisbilhoteiros. Meninos e meninas se espiam na escola; crianças buscam conhecer a diferença entre meninos e meninas. Este processo é natural e saudável nesta fase para o desenvolvimento sexual. Reuben enfatiza que o espreitador pára no caminho. Sua observação não leva ao ato sexual. Ele fica onde está. Tudo o que ele deseja, ou quase tudo, é ver. Sua concepção de sexo é infantil e limitada. Outro requisito essencial é que a pessoa observada seja uma vítima, no sentido que sua intimidade foi violada. Marzano afirma que, geralmente o observador masturba-se durante o voyeurismo ou mais tarde, em resposta à lembrança do que a pessoa testemunhou. O voyeurismo inclui homens e mulheres, mas, no entanto a porcentagem é maior entre homens. Freqüentemente, esses indivíduos fantasiam
uma experiência sexual com a pessoa observada, mas isto raramente
ocorre na realidade. No cinema, exemplos não faltam. Basta lembrar de Jack, que assiste de longe a strips de sua vizinha favorita, no filme Dublê de Corpo, de Brian de Palma. De Jeff, o fotógrafo paralítico de Janela Indiscreta, de Alfred Hitchcock, que testemunha um assassinato da vidraça de seu apartamento. E com o advento da Internet? Nelson Vitiello, presidente da Sociedade Brasileira de Sexualidade Humana, divide os voyeurs em 3 categorias: - Clássico: Gosta de olhar, sem que a pessoa saiba que está sendo observada, através de janelas, buracos de fechadura e frestas de porta. Freqüentemente, recorre ao binóculo ou a luneta. -Moderno: Gosta de olhar a namorada, mulher ou amante com outros homens ou mulheres, com o consentimento dos envolvidos. As casas de swing (ou troca de casais) oferecem a possibilidade desta prática e para os solteiros há as chamadas salas de voyeurs, onde ele pode apreciar a performance de casais exibicionistas. -Tecnológico: Gosta de observar a vida alheia pelas webcams. (VOYEURISMO, 2005) O exibicionismo, segundo Abucbaim (2005), é ato cometido por uma pessoa que mostra seus genitais a uma pessoa estranha, em geral em local público, obtendo excitação e prazer sexual com a reação da pessoa a quem pegou de surpresa. Geralmente, não existe qualquer tentativa de atividade sexual com o estranho. Existem os exibicionistas profissionais, strip-teasers, que geralmente gostam do que fazem e sentem prazer sexual em mostrar-se. E assim como os voyeurs tecnológicos, também existem os exibicionistas que adoram serem vistos pelas webcams e sentem prazer em dividir sua intimidade com os milhares de internautas. Estudar a sexologia implica em estudar os seres humanos como indivíduos sexualizados, incluindo sentimentos sexuais, fantasias, condutas e problemas sexuais. É muito complexa a questão sexual, seja do ponto de vista qualitativo ou quantitativo. Em geral, pessoas que apresentam estas parafilias não buscam tratamento espontaneamente, o que só acontecerá quando seu comportamento gerar conflitos com o parceiro sexual ou com a sociedade. Sendo assim, tais pessoas aparecem em consultórios psiquiátricos trazidas contra sua vontade. ABUCBAIM, Ana Luiza Galvão. ABUCBAIM, Cláudio Moojen. Perversões Sexuais ou Parafilias. Disponível em: <http://abcdocorposalutar.com.br/artigo.php?codArt=50> Acessado em 01 nov. 2005. BALLONE, GJ - Delitos da Sexualidade; Parafilias, in. PsiqWeb, internet, disponível em: < http://www.psiqweb.med.br/forense/sexual6.html> Acessado em: 01 nov. 2005. MARZANO, Celso Dr. Voyeurismo - Normal ou
Doença Sexual ?. Disponível em: <http://www.isexp.com.br/si/site/1656?idioma=portugues REUBEN, David Dr. Tudo o que você queria saber sobre sexo. São Paulo: Círculo do Livro, (s.d.). Voyeurismo. Disponível em: < http://www.tarasnet.hpg.ig.com.br/tarasnetnosso%20voyeurismo.htm> Acessado em: 01 nov. 2005. |
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