![]() |
|
|||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Patrocínio: Petrotec - Máquinas e Equipamentos para construção civil | MM Expositores - manequim, balcão para lojas | Lingerie by Marta Campos Underwear | Decora Brasil - Móveis Casa e Decoração de Interiores |
||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Edição 35 | SEXO:
ATÉ QUANDO?
Até a primeira metade do século XX, as pessoas
de meia-idade eram consideradas praticamente assexuadas. Dizia-se ser
uma faixa etária que já não mais se interessava por
sexo. Nos dias atuais, o quadro modificou-se bastante. Homens e mulheres
na faixa dos 40 aos 60 anos, e arrisco-me a dizer que também, parte
dos que já passaram dos 70, mantêm uma vida sexual muito
mais ativa do que a que tinham seus pais na mesma idade. Vivendo numa
sociedade menos preconceituosa, e numa fase de avanços da medicina,
os "coroas" estão mais preocupados em manter a saúde
e mais dispostos a procurar e encontrar sexo de qualidade. Além
dos avanços da medicina, eles contam como aliados a indústria
de cosméticos, que cada vez mais ampliam as possibilidades de tratamentos
anti-envelhecimento e uma infinidade de produtos que ajudam a manter a
beleza e a forma de maneira segura e saudável. A era "pós-Viagra" trouxe novos tratamentos
para melhorar o desempenho sexual de homens e mulheres que passaram dos
40 anos. Estudos realizados pelo médico americano Michael Roizen,
da Universidade de Chicago, afirma que é possível atrasar
o relógio biológico do ser humano, adotando uma dieta e
estilo de vida saudáveis. A teoria desenvolvida por Roizen, está
sendo adaptada por outros especialistas com o objetivo de manter e prolongar
a saúde sexual de homens e mulheres. Cartilha da Gestante Ligadura de trompas Fonte: Site do Ministério da Saúde - www.saude.gov.br Dica de Leitura - Sexo
e Amor na Terceira Idade Butler e Lewis derrubam tabus e aprovam que o sexo e a sexualidade são experiências prazerosas, gratificantes e altamente saudáveis, após os 60 anos. É a época em que o ser humano possui maior experiência e disponibilidade de tempo para poder, apesar das dificuldades naturais, usufruir de uma vida sexual positiva.
|
|||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Edição 34 | Entrevista
com Jozé de Abreu
Géh - Perfil pessoal: Quem é Jozé de Abreu? Há quanto tempo está no ramo da fotografia? Pode falar sobre sua trajetória? Jozé de Abreu: Poxa, se você me disser quem sou eu, ficarei eternamente agradecido. Pergunta difícil, moça. Sou ator de muitos papéis, malabarista por necessidade, gozador por opção, cheio de dúvidas e dívidas, como todo brasileiro que já passou dos 50. Tenho mulher, filhos, uma casa e muitos livros. Sou um privilegiado! A fotografia entrou muito cedo em minha vida. Meu avô tinha uma coleção de daguerreótipos e cartões-postais franceses do início do século passado, com belas mulheres nuas. Eu era menino ainda e ele me mostrava às escondidas. Deve ter vindo daí meu interesse pela fotografia erótica. Mas só comecei a fotografar aos 25 anos, quando comprei minha primeira câmera. Tem uma coisa que faço questão de deixar claro: não sou fotógrafo profissional. Raramente ganho dinheiro com minhas fotos. Géh - Erotismo nos meios de comunicação: Fala-se muito sobre uma erotização crescente da exibição do corpo feminino por parte dos meios de comunicação brasileiros. Você concorda com essa visão? Em caso positivo, a que você atribui esse fenômeno? Em caso negativo, o que você diria sobre esse assunto? Jozé de Abreu: Existe, sim, mas o fenômeno não é novo nem se restringe ao Brasil. Erotismo vende e a lógica da mídia ocidental é, obviamente, capitalista. Há mais de 30 anos, as Chacretes já faziam as delícias dos marmanjos rebolando aquelas bundas imensas na TV, em pleno sábado à tarde. Acho que às vezes rola um certo exagero na TV aberta, mas os códigos de auto-regulamentação são eficientes e terminam ajustando as coisas. Na verdade, não acho que essa seja uma questão muito importante. Pior, bem pior, é a banalização do mal, da violência. Prefiro ter filhos erotizados do que ter filhos bandidos. Géh - Fronteiras entre erotismo e pornografia:
A discussão sobre os limites entre "erotismo" e "pornografia"
é um tema recorrente. Um exemplo é o de uma campanha humorística
na web que exibia um banner com os dizeres "Abaixo as fotos sensuais!
Quero ver mulher pelada". Como diferenciar o que é o "nu
artístico", a "fotografia erótica" e a "fotografia
pornográfica"? Como fotógrafo, qual a sua opinião
sobre o limite entre arte e pornografia? Acho a expressão "nu artístico"
muito pedante. Qual seria o oposto do nu artístico? "Artístico"
aí é usado como sinônimo de bom gosto e, nós
sabemos, o bom gosto é socialmente determinado. Nem toda nudez
tem apelo sexual. Por exemplo, as fotos do Spencer Tunik, aquele que fotografa
um monte de gente nua amontoada nas ruas, não são eróticas,
nem pornográficas. São políticas.
Géh - Pornografia e Internet: Recentemente, a Internet deu novo fôlego à indústria pornográfica, que fatura hoje pelo menos vinte vezes mais do que nas décadas de 1980 e de 1990. Agora se pode ter acesso a imagens e vídeos de sexo com um simples clique do mouse. A que você atribui esta incrível demanda? Jozé de Abreu: De certo modo, a Internet democratizou o acesso a esse tipo de material. E as páginas com conteúdo sexual são realmente as campeãs de acesso. Acho que isso se deve a vários fatores. A maioria dos internautas é jovens, esse é o primeiro ponto. Outro aspecto importante é que a Internet permite que as pessoas acessem esse tipo de material sem se exporem, sem ter que ir à banca de revista ou à locadora de vídeo. Géh - Masturbação:
Percebe-se na mídia a crescente busca por imagens do corpo nu erotizado,
atividades sexuais, com finalidade primariamente masturbatória.
Na sua opinião o público masculino ainda é o maior
consumidor neste mercado? Géh - Influência social da pornografia: Existem opiniões contraditórias sobre a pornografia em geral. Alguns sugerem que há uma relação entre pornografia e estupro, e outras formas de violência. Já a escritora Wendy McElroy afirma que: "Ela estimula fantasias sexuais. Ensina a pessoa a ter prazer no sexo". Para outros, a pornografia incentiva a tratar o sexo com franqueza. "A pornografia beneficia as mulheres", diz a escritora. Qual a sua visão sobre a influência social da pornografia? Jozé de Abreu: Concordo com a Wendy. A pornografia é necessária e desejável. Ela confronta as pessoas com suas próprias fantasias, faz com que o homem ou mulher constate que não está sozinho em suas esquisitices, que existem outras pessoas que compartilham os mesmos gostos e interesses. A pornografia tem um lado educativo também. Mas é preciso ter em mente que os filmes pornográficos são ficção. Quem assiste ao Homem Aranha não sai por aí tentando saltar entre os edifícios. Do mesmo modo, quem assiste filme pornô não deve tomar o desempenho dos atores e atrizes como referência para seu próprio desempenho. Géh - Vício Pornográfico: Nem todo mundo que vê pornografia ficará viciado. Alguns, talvez, apenas ficarão com algumas idéias distorcidas sobre mulher, sexo, casamento e crianças. Porém, outros terão algum tipo de abertura emocional que permitirá que o vício tome lugar. A pornografia pode distorcer o conceito que a pessoa tem sobre o sexo oposto? Jozé de Abreu: Claro que pode. Toda mídia tem essa capacidade de distorcer conceitos e percepções. Portanto, não é só a pornografia que pode levar a uma visão distorcida do outro. Os programas de auditório, por exemplo, fazem isso de forma muito mais eficiente. Géh - A Estética do belo: Na sua
opinião, como apreciador da fotografia, gostaria que abordasse
a "estética do belo" na fotografia primeiramente: Jozé de Abreu: Os conceitos estéticos mudam com o tempo. O problema é que, hoje, essas mudanças se processam mais rapidamente. Alguns fotógrafos conseguem superar isso e fazer fotos atemporais, que são belas hoje e continuarão sendo daqui a 50, 100 anos. Acho que o segredo é não se deixar influenciar por padrões impostos, ter um olhar só seu, mas isso nem sempre é possível.
- Na fotografia do corpo, fotografia sensual: Jozé de Abreu: O corpo é sempre um desafio e é isso que me fascina: conseguir uma abordagem nova e surpreendente. Claro que a técnica conta. A luz, o equipamento, a produção cuidadosa. Mas isso não basta. Fundamental mesmo é o olhar.
Dia Internacional da Mulher? Esta foi uma semana sacal em matéria de "dia internacional da mulher". Será que esquecem que neste dia, do ano de 1857, as operárias têxteis de uma fábrica de Nova Iorque entraram em greve, ocupando a fábrica, para reivindicarem a redução de um horário de mais de 16 horas por dia para 10 horas? Que estas operárias que, nas suas 16 horas, recebiam menos de um terço do salário dos homens, foram trancadas na fábrica onde se deflagrara um incêndio e cerca de 130 mulheres morreram queimadas? E que, por isso então, em 1910, numa conferência internacional de mulheres realizada na Dinamarca, foi decidido, em homenagem àquelas mulheres, comemorar o 8 de Março como "Dia Internacional da Mulher"? Esse papo hipócrita de "parabéns pelo seu dia heim?", com aquele sorrisinho masculino idiota, tapinha nas costas... argh! Torrou meu dia! Fala sério!!! Não entendem que este dia serve pra lembrar todos esses séculos de luta pelo nosso espaço na sociedade machista e repressora? Que não queremos ser homenageadas uma vez por ano, mas sim, queremos ser lembradas todos os dias! Ser reconhecidas pela nossa luta. Nós, mulheres vencedoras, guerreiras. Casa, comida, roupa lavada, criança limpinha e educada, sexo animal, ajuda no orçamento doméstico e tem homem que reclama! Internet, Ipod, palm top, celular que toca mp3 e ainda temos que provar na justiça que foi estupro sim, e não seduzimos ninguém. Grande evolução! Casamento informal, produção independente, clonagem, e tantas sofrem tendo de esconder que apanham de seus companheiros para preservar a "família", e ainda ter um pai em casa pros filhos. CTPS, FGTS, salário família, licença maternidade, e ainda temos o salário 40% menor que o dos homens. Você, mulher, o que quer hoje? RECONHECIMENTO. RESPEITO. CARINHO. AMOR. PAIXÃO. PAZ. E, por favor, um homem cavalheiro! Homens, por favor, reconheçam a MULHER que está a seu lado. Que lhes apóia, procura um espaço digno na sociedade, é independente, trabalha fora, ajuda em casa e ainda faz tricô pros netos ou sobrinhos. Que não tem a bunda dura daquela modelo, mas faz de tudo pra ficar gostosa pra vc. Que não tem os lábios da Angelina Jolie, mas lhe dá um beijo terno todas as noites. Que chega cansada em casa depois de trabalhar o dia todo, mas ainda sim vai pra cozinha fazer seu prato favorito. E depois de lavar a louça, se perfuma para fazer seu papel de amante. Se assim não o for, reconheça-a como o ser humano maravilhoso que é, e trate-a com carinho, que, quem sabe é isso que ela precisa pra poder ter vontade de fazer tudo o que você quer que ela faça. Filhos, tratem bem suas mães. Dêem carinho, amor, e um lindo café da manhã nos fins de semana... na cama! Respeitem os conselhos. Mãe sabe tudo! Mulheres, desejo a vocês não um tapinha nas costas de "feliz nosso dia", mas desejo que sejam RECONHECIDAS pelo seu VALOR, que sejam AMADAS como merecem ser, que tenham sempre seu momento de LAZER pra descansar a semana de luta que viveram, que tenham muita SAÚDE pra continuar lutando, que sejam RESPEITADAS no meio profissional que disputam espaço e que continuem sendo INSUPERÁVEIS. Que todas dores sejam esquecidas no vento e no tempo, e as cicatrizes sejam apenas marcas de sua força e coragem de superar os momentos difíceis. Que encontrem o colo de que precisarem, um amor lindo para viver, uma casa toda sua para enfeitar, um SPA por ano pra descansar, filhos saudáveis e inteligentes, amigas para rir e brincar a valer. Tudo é possível! Porque nós podemos. SEMPRE! E só olhar pra trás e ver tudo que já conseguimos conquistar. Andréa Paes Dica de Leitura - História
da Beleza Este livro apresenta as diversas concepções de Beleza: da natureza, das flores, dos animais, dos corpos humanos, dos astros, das relações matemáticas, da luz, das pedras preciosas, das roupas, de Deus e do Diabo. Embora apenas os textos dos filósofos, dos escritores, dos cineastas, dos místicos, dos teólogos e testemunhos dos artistas tenham chegado até nós, por meio desses documentos é possível reconstruir também a maneira como os humildes, os excluídos e os homens comuns de todos os tempos relacionam-se com a Beleza. Assim podemos sentir como, não somente em época diferentes, mas por vezes até dentro de uma mesma cultura, diversos conceitos de Beleza entraram em conflito.
|
|||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Edição 33 | E
agora?
Maria Antonieta é uma CD (Crossdresser). Engenheira e física, é professora e uma das diretoras do BCC (Brazilian Crossdresser Club). Se você quiser saber mais sobre ela acesse o site www.bccclub.com.br e, na página das associadas, encontrará uma biografia da colunista.
Queridos amigos. Tenho lido em revistas, tenho visto em jornais, na TV e na mídia em geral, uma débâcle feminina. Quando a propalada "Revolução Feminina" - cujos primórdios não vêm, necessariamente, ao caso - ganhou corpo a partir das décadas de 1960/70 para desembocar na realidade atual, nem só de acontecimentos memoráveis vivemos então. É sabido que, mercado de trabalho, é um só. A vaga deverá ser ocupada apenas por um funcionário. Até os anos 1960 não de discutia isto. A vaga era de um homem e pronto. Mudou... e mudamos todos. Porém nem só de mercado de trabalho vive o homem e a mulher. Existem coisas imutáveis, ao que eu saiba, que a "Revolução Sexual" não alcançou ainda. Vamos exercitar um pouquinho o assunto "maternidade", que, a meu ver, ainda é exclusividade feminina... risos. Ser mãe... Por milhares de anos ser mãe era, foi, ponto pacífico. O homem “nos enchia a barriga” e lá íamos nós, numa escalada biológica que desembocava na maternidade. Mas, e agora? Num mundo tão moderno; quando o relógio biológico começa a apitar, escolher entre ser mãe ou não, e aceitar todos os desdobramentos que vêm junto com a maternidade pode ser uma experiência angustiante para a mulher moderna. O engraçado é que quem vê a questão dos dois lados do gênero, como eu, pode ter muita certeza em grande parte do tema e, com um pouquinho de exercício intelectual, completar as lacunas faltantes com grande margem de acerto. As amigas que lerem esta crônica têm toda a liberdade de discordar se quiserem... Viver tarefas sem-fim de amamentação não raro passa a significar, num nível mais abstrato, o mesmo que apontar uma espada para a, até então, independente e faceira mulher, que orgulhosamente encheu o peito de silicone. Como enchê-los de leite agora? Como substituir o orgulho da ostentação “fake” pela ternura do verdadeiro? Essa mulher, filha da revolução feminista, percebe que transitar à vontade pelo mundo e disputá-lo centímetro a centímetro com homens e unha a unha com mulheres tem seu preço. No ápice da maturidade é que as filhas da revolução começam a esbarrar em dúvidas maiores, existenciais; percebem a lacuna que o rótulo do feminismo impôs: elas, orgulhosamente, ganharam espaço ao sol, conseguiram bons empregos; mas será que, caso se retirem para dar à luz, o sol continuará a brilhar? Nesse caso, como a revolucionária pode repousar as armas, descansar e parir tranqüilamente vendo a guilhotina sobre sua cabeça? Tateando um universo repleto de oportunidades e armadilhas e observando o jogo de espelho entre passado e presente, as atuais filhas da revolução enfrentam valentemente tanto a feminilidade quanto o feminismo e assumem as conseqüências de ambos. Dedicam-se ao trabalho ao mesmo tempo em que ouvem as exigências descabidas determinadas pela mídia, que prega juventude eterna, magreza e beleza a todo custo – situação dissonante com a realidade e tão opressora quanto era, no passado, ter um pai ou marido déspota. Nesse caso, porém, a autoridade passou das mãos do homem para as garras de uma entidade maior, invisível, com a qual também não há a menor possibilidade de diálogo, porque é tirânica por natureza e está a serviço dos interesses do mercado. Estaremos menos oprimidas atualmente porque somos ditas modernas? Se as filhas da revolução, depois de tanto oscilarem do feminismo para a feminilidade na tentativa de achar um equilíbrio, resolvem ser mães, deparam-se então com outra decisão importante: optar entre parto normal ou cesárea – ponto delicado, já que soa um tanto sádico esperar que elas, na sua maioria sedentárias, engordem apenas doze quilos durante os nove meses, tenham uma musculatura pélvica forte para no final da gestação irem quase correndo à maternidade deixando que a natureza faça sua parte e o bebê escorregue por entre suas pernas. Assistindo a tudo isso há, em meu modo de ver e do lado feminino, uma platéia que anseia pela estampa de um sorriso plácido, de nossa senhora prestes a parir o menino Jesus, e do feminista uma equipe que exige produção a todo vapor até o último instante. Do lado humano, apenas ela com ela mesma e seu filho prestes a deixar o ventre. O que parece faltar às filhas da revolução é solidariedade para entender as idiossincrasias próprias da feminilidade, porque, moldadas que foram à imagem e semelhança masculina, tem-se a obrigação de ser, em qualquer circunstância, “normais” — nos moldes masculinos — e o dever de serem produtivas e felizes, interpretando uma segunda natureza, que passou por um processo de aculturamento no qual vale a pena parar e pensar quais foram os ganhos reais para nós, mulheres filhas da revolução. As tentativas de pensar nas mudanças são urgentes, mas a coragem de aplicá-las parece ainda um tanto incipiente. E agora?
Cartilha da Gestante: Seus Direitos no Parto Fonte: Site do Ministério da Saúde - www.saude.gov.br Dica de Leitura - Do Direito
à Paternidade e Maternidade dos Homossexuais O presente trabalho aborda o direito à paternidade e à maternidade de homossexuais, examinando a possibilidade de seu reconhecimento no Direito brasileiro de hoje, bem como a viabilidade de seu exercício através do instituto da adoção e da utilização das técnicas de reprodução artificial humana. Através da análise dos princípios constitucionais do pluralismo, da igualdade, da não-discriminação e do respeito à dignidade da pessoa humana, conclui pela possibilidade de reconhecimento do direito de homossexuais serem pais e mães, podendo este direito tornar-se efetivo pelos meios oferecidos pelo Estado Democrático de Direito. Ademais, não vislumbra qualquer impedimento ao exercício, em tese, do direito de homossexuais de adotarem ou de utilizarem as técnicas de procriação artificial, visualizando, nas uniões entre pessoas do mesmo sexo, entidades familiares e entendendo possível a superação dos preconceitos que envolvem a homossexualidade, demonstrando a inexistência de violação ao princípio da proteção integral à criança no seu convívio, criação e educação por homoafetivos.
|
|||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Edição 32 | Entrevista
- ABIA Fomos muito gentilmente recebidos pelo Assessor de Comunicação da ABIA, Cláudio Oliveira, que nos concedeu uma esclarecedora - e, em alguns momentos estarrecedora - entrevista sobre a epidemia, os trabalhos de prevenção, tratamento, preconceitos, redução de danos, direitos do paciente, entre muitos outros temas que nossos visitantes não podem deixar para depois do carnaval.
Alexei: Gostaria de iniciar a conversa com um esclarecimento sobre o nome "DST - Doenças Sexualmente Transmissíveis". Antigamente, empregava-se o termo "doenças venéreas", em cuja raiz está a deusa grega do amor, Vênus, satanizada pela Igreja Católica, o que criou uma "pecha" de devassos e pecadores, sobre os portadores desse tipo de doença. Como profissional de comunicação, você considera que a mudança de nome de "doença venérea" para "DST" contribuiu para reduzir os preconceitos? Cláudio: Acho que a mudança valeu a pena sim, especialmente em relação à AIDS. Porque, no início da epidemia, ouvimos falar que a AIDS era o "câncer gay". Era comum que as pessoas chamassem os doentes de "aidéticos". Podemos fazer uma analogia com a "lepra" e a "tuberculose" e o hábito de chamar os doentes de "leprosos", "tuberculosos". As vítimas dessas doenças não gostavam de ser chamadas por esses nomes. Por causa disso, as ONGS e, posteriormente, o Ministério da Saúde, se esforçaram para que a mídia parasse de usar o termo "aidético" e adotasse palavras como "soropositivo" ou "pessoa portadora do vírus da AIDS". Essa mudança diminuiu o estigma. Pode parecer uma coisa pequena, mas tem um efeito real sobre a redução do preconceito, como aconteceu com a lepra quando passou a ser chamada de "hanseníase". É lógico que o trabalho de redução do preconceito não se reduz à mudança de nome, mas é um passo importante. Alexei: O trabalho da ABIA é focalizado na AIDS, mas é importante situá-la em relação a outras DST's. Dentro de um contexto mais geral de saúde sexual, epidemiológico, como a AIDS se posiciona em termos de gravidade em relação às outras doenças? Cláudio: No momento, não tenho disponíveis os números exatos, mas posso dizer que a AIDS atinge muito menos pessoas do que as outras DST's, como uretrite, gonorréia, entre outras. Mas é fato que, nos anos 1980, estudos indicavam que entre 40 a 50% da população adulta já havia contraído alguma DST. Se esse percentual da população fosse atingido pelo HIV, nos estaríamos vivendo uma situação de genocídio, que teria sido mais grave nos anos 1980, quando não havia medicamentos para a AIDS. Outra diferença interessante é que várias DST's não se manifestam em mulheres, mas adoecem os homens, enquanto outras, como o HPV por exemplo, afetam as mulheres mas não afetam os homens infectados. Isso cria um problema porque, muitas vezes, o homem descobre que tem a doença, submete-se ao tratamento mas não informa à mulher, e vice-versa. Alexei: Você mencionou os tratamentos para a AIDS. A ampla divulgação da evolução dos medicamentos antivirais e do acesso a tratamento se, por um lado, é um passo positivo para a contenção da doença, por outro lado não está incentivando o descuido, a volta dos "comportamentos de risco"? Note, por favor, que não estou usando o conceito superado de "grupo de risco", já que todas as pessoas são potencialmente vulneráveis à infecção. Cláudio: É verdade, o termo "peste gay", além de pejorativo, não se aplica à realidade. A proporção de heterossexuais e homossexuais infectados é equivalente, 50% para cada um. Sobre as mulheres, para que você tenha uma idéia, no início da década de 1990, havia 10 homens infectados para cada mulher. Hoje, a proporção é de dois homens infectados para cada mulher. Alexei: Certo, então já há um equilíbrio na proporção de infecção entre as populações. Sobre a volta dos comportamentos de risco, portanto, o que você pode dizer a respeito? Cláudio: É importante ressaltar que não há "cura" para a AIDS. Um grande problema é que muitas pessoas não tão bem informadas, ao receberem fragmentos de informação na mídia, ficaram com a impressão de que a AIDS se tornou uma doença crônica, parecida com o diabetes. As pessoas pensam que você passa o resto da vida tomando o remédio e tudo bem, não vai morrer da doença. Só que em nenhum momento recebe o devido destaque a realidade das infecções oportunistas, dos efeitos colaterais fortíssimos dos medicamentos... Há casos de pessoas que vêm a falecer em função desses efeitos colaterais. Isso sem mencionar que esses medicamentos têm um limite, porque, como o vírus é mutante, cedo ou tarde eles param de fazer efeito. Essas são informações que não ficam muito bem esclarecidas. Então, logo que começaram a surgir as primeiras notícias divulgando a imagem do Brasil como "país-exemplo" de combate à AIDS, porque oferece medicamentos em larga escala, foi verificado um rápido crescimento dos índices de infecção, principalmente entre os jovens. Uma pesquisa, que não foi realizada pela ABIA mas está disponível em nossa biblioteca, detectou entre os jovens uma percepção de que "a AIDS não mata mais, virou uma doença crônica, não é preciso se preocupar com isso". De modo que hoje, uma parte da luta contra a epidemia é informar de que a AIDS não é uma doença crônica, não tem cura e que o melhor é não se infectar. Claro, a situação é melhor hoje. Caso você se infecte, existe tratamento e você tem direito a ele. O tratamento oferece uma boa "sobrevida", as pessoas podem voltar a trabalhar, estudar, viver sua vida com qualidade. Aqui mesmo a gente tem colegas soropositivos há 10, 15 anos, sem apresentar problemas sérios de saúde com grande freqüência. Ou seja, a doença hoje não tem mais aquela cara pavorosa do tempo do Cazuza, que ainda apresenta na África e em alguns países da América Latina em que não há acesso a medicamentos. Alexei: Considerando então os efeitos colaterais do tratamento e as próprias limitações dos medicamentos, você acha que o foco das mensagens educativas com relação à AIDS deve continuar sendo o de que "o melhor tratamento é a prevenção"? Cláudio: Sem dúvida. Essa é a nossa posição - e não só nossa, também a do governo - de que a prevenção é o melhor remédio contra a AIDS, mas deixando claro que, se por algum motivo, você não se preveniu e contraiu a doença, então vamos tentar fazê-lo ter a melhor qualidade de vida possível. Essa é a idéia. Alexei: No discurso do Betinho, publicado no site, ele menciona um aspecto que parece fazer parte fundamental da filosofia da ABIA, que é a questão do preconceito contra o soropositivo. Como ele esclarece com muita propriedade nesse discurso, inclusive citando fatores históricos e sociológicos, a AIDS conecta-se a sangue, sexo, drogas, enfim a fatores sobre os quais já pairavam fortes preconceitos sociais antes mesmo que a doença surgisse. A palestra foi proferida em 1987, já há quase vinte anos, portanto. Você poderia fazer um balanço dos resultados da luta contra preconceito ao soropositivo, considerando a atuação da ABIA e de outras ONGS desde esse discurso até hoje? Cláudio: Nas grandes cidades já diminuiu bastante. Mas quando a gente vai para o interior, é muito comum ver pessoas serem demitidas porque são soropositivas. Às vezes o próprio médico, ao comentar com outra pessoa que "fulano está com AIDS", por se tratar de uma cidade pequena, faz com que a informação chegue aos ouvidos do patrão, que demite a pessoa, às vezes até sem que ela saiba porque foi demitida. É importante ressaltar que é ilegal demitir uma pessoa porque é portadora do HIV. Também vemos muita incompreensão dentro da família do soropositivo. Quanto menor o nível educacional e de informação sobre a doença, pior. Às vezes, quanto mais religiosa for a família, mais difícil é a situação do doente. Porque as igrejas têm uma visão "piedosa" do doente: ele é retratado como um "coitadinho" que teve uma "vida maldita" e "nós vamos ajudá-lo porque Cristo pregou a solidariedade para todos". Mas, quando se trata do estilo de vida, as igrejas condenam plenamente. Por exemplo, a Igreja Católica que quer proibir os países, até hoje, de sequer mencionar a palavra "preservativo" como estratégia de prevenção, preconizando somente a monogamia ou a castidade, como se fosse possível ou viável que essa idéia fosse aceita na prática por bilhões de pessoas. Alexei: Há, realmente, um abismo entre a ideologia e o que acontece na vida real. Sobre esse assunto, há um tema delicado que é o do uso de drogas injetáveis. Considerando a paranóia social - e até jurídica - com relação ao conceito de "apologia às drogas", como estabelecer estratégias de prevenção junto a esses grupos sem resvalar para a ilegalidade? Cláudio: Não temos muitas ilusões com relação a esse problema. Por mais que você identifique a ação educativa, por exemplo, o ensino da assepsia de agulhas e seringas como estratégia de redução de danos, sempre haverá aqueles que vão enxergar nisso uma "apologia ao uso de drogas", inclusive a nossa governadora (Rosinha Matheus, governadora do Estado do Rio de Janeiro), que proibiu que qualquer ONG fizesse trabalho de prevenção de AIDS com usuários de drogas. Muitas ONG's tinham kits que forneciam aos usuários de drogas, incluindo seringas, água sanitária, cartilhas, mas esse trabalho teve que ser interrompido na gestão da Rosinha. Eu sei que algumas ONG's - cujos nomes não vou citar - continuam fazendo esse trabalho clandestinamente, em pontos onde é comum o uso de drogas injetáveis, fornecendo kits e realizando ações educativas. Nesse ponto, cada estado é autônomo para decidir. Por exemplo, não há problema algum em realizar esse tipo de trabalho no Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo. Já aqui no Rio e no Espírito Santo, é proibido. Mas a gente não entra no mérito de defender a legalização ou não das drogas, nossa preocupação é com a redução de danos e controle da epidemia. Nós partimos do princípio de que há pessoas que usam drogas injetáveis e, se essas pessoas não tiverem acesso à informação, elas vão transmitir a doença, pois muitas são casadas, fazem sexo e, portanto, podem criar uma bolha de infecção que, se explodir, não haverá como controlar. Porque aí não é nem o caso de se falar em preservativo. Numa roda de uso de drogas injetáveis com 10 pessoas, basta que uma pessoa esteja infectada para que todas se infectem pois, pelo contato sangüíneo direto a probabilidade de contágio é muito maior do que pela relação sexual. Aqui no Grande Rio, o problema não é tão grave, porque o consumo de drogas injetáveis não é muito comum. Mas sabemos que em Petrópolis, por exemplo, o consumo de drogas é proporcionalmente muito maior do que em todo o Estado do Rio, tendo o maior número de pessoas infectadas por meio de drogas injetáveis. Aliás, em todas as cidades universitárias do interior o índice é maior do que no Rio, como em Valença, por exemplo. A ABIA não faz esse tipo de trabalho com usuários de drogas injetáveis, mas há ONG's que visitam as cidades universitárias, visitam os pontos de consumo de drogas, distribuem cartilhas e procuram conscientizar os usuários. Muitas vezes, os agentes multiplicadores são ex-usuários de drogas, alguns deles que se tornaram soropositivos, o que é muito importante, pois há um lado antropológico nesse tipo de ação: eles sabem quais são os locais de consumo, qual a linguagem usada pelos usuários e que tipo de argumento pode ser mais eficiente na redução de danos. Alexei: Falando então sobre os projetos da ABIA propriamente dita. Você poderia ressaltar aqueles que podem ser considerados mais importantes? Cláudio: A luta mais importante e atual é a campanha aberta em prol do "licenciamento compulsório". Porque, nos anos 1990, o trabalho de distribuição de medicamentos era mais eficiente, porque o Brasil produzia os medicamentos genéricos a preços até 20 vezes inferiores aos praticados pela indústria. Só que, em 1996, o então presidente Fernando Henrique Cardoso assinou um acordo no âmbito da OMC, que ele não era obrigado a assinar naquele momento - os países em desenvolvimento tinham um prazo até 2006 para assiná-lo. O problema é que os medicamentos que chamamos de "primeira linha" muitas vezes não fazem mais efeito em pessoas que os estão consumindo há muito tempo. Essas pessoas precisam de um tipo de medicamento mais avançado, que chamamos de "segunda linha" e, por causa desse acordo, o Brasil não tem permissão de produzi-los, apesar de possuirmos a tecnologia para sua produção. O que está acontecendo? O programa está ruindo
aos poucos, porque cresce assustadoramente o número de pessoas
que precisam desses medicamentos "de marca", o país não
pode fabricá-los e o governo não tem dinheiro para comprá-los.
Porque, veja, só ano passado, mais de 3 milhões de pessoas morreram de AIDS na África. O que acontece é uma situação de genocídio, porque, se as pessoas tivessem acesso à medicação, não enfrentaríamos situações como a de Angola, em que a expectativa de vida foi reduzida a 36 anos. Isso afeta diretamente o desenvolvimento dos países, pois não há tempo de sequer formar um profissional. Nossa grande luta, portanto, é mudar esse acordo, inclusive temos uma advogada especializada em propriedade intelectual trabalhando nesse assunto. Porque nossa previsão é que em no máximo 3 ou 4 anos, caso não haja mudanças, o país não terá mais condições de prosseguir com a distribuição de medicamentos eficazes contra a AIDS. Alexei: Então, toda aquela propaganda sobre as conquistas do Brasil na OMC com relação à flexibilização de patentes para AIDS... Cláudio: Foi tudo balela. Falavam, ameaçavam, parecia que ia avançar, mas na última hora, eles davam pra trás. Acontece que há uma cláusula chamada "licença compulsória", que permite aos países em situação de emergência produzir os medicamentos pagando royalties aos detentores da patente, de modo que eles seriam remunerados, mas em quantia viável ao país, bem menor do que o preço comercial. Mas, até hoje, a gente ainda não teve um governo com coragem para colocá-la em prática, inclusive porque há ameaças de retaliações, em sua maioria vindas dos Estados Unidos, que atingiriam nossas exportações de produtos agrícolas. Alexei: Com relação à epidemia no Brasil: está sob controle? Cláudio: Está estável. Em determinados estados ela diminuiu, mas cresceu no Nordeste e entre a população negra. Caiu entre os homossexuais e usuários drogas. Talvez até pela intensidade dos trabalhos que foram realizados junto a esses segmentos, eles estejam mais conscientes do que o restante da sociedade. As mulheres, hoje em dia, são muito atingidas, a maioria pelos maridos. Apesar da visão preconceituosa com relação às prostitutas como um "grupo de risco", existem muito menos prostitutas infectadas com o HIV do que donas-de-casa. Normalmente, as mulheres casadas só descobrem que estão infectadas quando o marido fica doente. Alexei: E com relação à "transmissão vertical" - de mãe para filho, ainda durante a gestação - como é a situação hoje? Cláudio: Caiu muito, desde que o governo, de uns três anos para cá, passou a exigir o exame de HIV durante o pré-natal. Um problema é que muitas mulheres não chegam a fazer um pré-natal sequer. Mas 99% dos filhos de mulheres que fazem pré-natal e descobrem que estão infectadas não desenvolvem a doença. Porque se ela tomar o AZT durante a gestação e a fase de amamentação, a criança nascerá com o HIV mas, antes de completar um ano de idade ela não apresentará mais o vírus, principalmente se a mãe não amamentar. Alexei: O HIV também pode ser transmitido pelo leite materno? Cláudio: Sim. Então, nos casos em que há um pré-natal e tratamento adequado, a transmissão vertical está controlada. O problema maior é no interior, em locais em que o parto ainda é realizado por parteiras, sem nenhum tipo assistência médica ou hospitalar. Alexei: Você mencionou várias vezes um divórcio entre o direito, a ideologia e a realidade. Por exemplo, o empregado soropositivo não pode ser demitido por esse motivo, mas há casos em regiões do país em que a lei se torna letra morta. O que fazer nesses casos? Cláudio: Denunciar. Não só a ABIA como qualquer outra ONG presta assistência jurídica nesses casos, que costumam ser resolvidos com bastante rapidez, pois o Ministério Público já está bastante acostumado a lidar com o assunto. O que costuma acontecer é a reintegração do funcionário. Algumas vezes, a pessoa já está cansada da discriminação e não quer ser reintegrada ao trabalho, pois sabe que vai ter que expor sua condição de soropositivo, encarar o patrão que a demitiu, enfim, enfrentar um clima ruim na empresa. Mas a denúncia funciona e já houve até um caso de um patrão que foi preso por demitir um funcionário soropositivo. Alexei: Logo no início da epidemia, em 1988, acompanhei de perto o caso de um parente, funcionário de uma grande empresa nacional, que foi diagnosticado como soropositivo. O médico que o atendeu notificou a empresa e o funcionário não foi demitido, mas "aposentado compulsoriamente", perdendo todas as gratificações a que tinha direito quando estava na ativa e inviabilizando na prática o seu acesso a tratamento. Como avaliar este caso? Cláudio: Mas o médico transmitiu a informação diretamente para empresa? Alexei: Sim. Cláudio: Isso jamais poderia ter sido feito! Porque há uma obrigação de sigilo médico. O médico não poderia, em hipótese alguma, comentar o caso nem com a mãe desse paciente. Ele poderia, no máximo, caso ele estivesse gravemente enfermo, dirigir-se apenas à família. Nesse caso, o médico também poderia ter sido punido. Alexei: Tratando então, de ética médica. Se, digamos, o médico da empresa tiver acesso ao diagnóstico, ele não pode notificar à administração? Cláudio: Não pode. Aliás, é inclusive proibido por lei exigir exame de HIV no local de trabalho, seja para os funcionários atuais, seja para exames pré-admissionais. Se a empresa pedir, você pode acioná-la judicialmente. Alexei: Já ouvi casos de exames pré-admissionais até para estagiários em que todos os exames são realizados dentro da própria empresa. Cláudio: Se esses casos existem mesmo, são completamente ilegais, inclusive porque invadem desnecessariamente a privacidade do funcionário. O que interessa à empresa é se o funcionário tem condições de trabalhar, de desempenhar suas funções. Alexei: Para encerrar: estamos às vésperas do carnaval, em que há uma forte mercantilização do corpo e sexualidade. Embora campanhas de prevenção à AIDS, de estímulo ao uso de preservativos, corram em paralelo à divulgação do evento, o fato é que em poucos momentos a exibição dos corpos e o apelo sexual é associada à responsabilidade, ao fato de que o sexo inseguro pode trazer conseqüências indesejáveis - inclusive a AIDS. É como se mencionar esse assunto pudesse funcionar como um "desestimulante da libido". Gostaria que você comentasse a eficiência das ações de conscientização para o carnaval, já que o clima de festa e o fato de que as pessoas bebem, ficam eufóricas, pode induzi-las a se descuidar. Cláudio: Nesse sentido, temos os pés no chão. Sabemos que nem todo mundo vai se cuidar, usar preservativos mas, ainda assim, achamos que as campanhas têm que ser feitas, tem que haver distribuição gratuita de preservativos, sempre dentro da lógica de redução de danos. Mas o ideal seria que essas campanhas acontecessem durante o ano inteiro. Porque há dois momentos em que a campanha de prevenção pública é mais intensa nos meios de comunicação: no dia primeiro de dezembro, que é o Dia Mundial de Luta Contra a AIDS e o outro é o carnaval. Fora isso, a gente quase não vê nada. Um avanço importante é que, recentemente, as emissoras de TV abriram um espaço: sempre que há tempo comercial ocioso, não vendido a empresas, elas se dispõem a veicular gratuitamente campanhas educativas de ONG's. Com isso, nós já temos garantida a permanência no ar pelo menos até pelo menos o meio do ano, dessa campanha mais recente com o Dado Dolabella.
Cartilha da Gestante: O Direito ao Pré-Natal Fonte: Site do Ministério da Saúde - www.saude.gov.br Dica de Leitura - Quebrando
o Silêncio: Mulheres e AIDS no Brasil Esta Coletânea de Artigos Analisa a Dramática Escalada da Aids Entre as Mulheres Brasileiras.
|
|||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Edição 31 | Entrevista - Aluízio Derizans por Géssica Hellmann Meu primeiro contato com Aluizio Derizans foi através de seu site, admirando sua magnífica produção fotográfica, que inclui um pouco de tudo, mas em que se destacam suas imagens flores, vestidas e despidas: de orquídeas a lindas mulheres. Um perfeito cavalheiro, homem de papo sempre interessante, agradável e bem-informado, Aluizio Derizans merece ser ouvido atentamente por quem ama a fotografia em geral - e as imagens de belas flores em especial.
Géh: Quem
é Aluízio Derizans? Há quanto tempo está no
ramo da fotografia? Géh: Numa profissão
apaixonante como a da fotografia, quais são as barreiras mais difíceis? Géh: Quando
você tomou contato com a fotografia do nu artístico, e o
que ela representa para você? Géh: Como
é o preparo de uma produção fotográfica de
nu? Géh: O
que você faz para que uma fotografia de nu não se torne vulgar? Géh: Como
você propõe o projeto para a modelo? Já aconteceram
recusas? Como quebrar o gelo inicial? Géh: Você
pode desenvolver um pouco mais suas idéias sobre a relação
modelo-fotógrafo? Géh: Quanto
tempo uma sessão fotográfica dura em média? Géh: Podemos
afirmar que na mídia, em relação à imagem
do corpo feminino, o que mais se vende é a da "mulher-objeto".
Na sua opinião porque esta "fome" deste tipo de representação? Géh: Os
fotógrafos iniciantes sempre querem saber dos profissionais qual
é a dica mais essencial para um amador. Que conselhos você
daria aos leitores que desejam iniciar na fotografia do nu? Géh: Para
conhecer melhor o seu trabalho, como o interessado pode se comunicar?
Cartilha da Gestante: Toda mulher tem direito a uma gravidez saudável
e a um parto seguro. Embora a saúde seja um direito de todos, conforme
diz a Constituição Federal, muitas vezes esse direito é
desrespeitado e o acesso ao atendimento é dificultado. Às
vezes isso acontece porque as pessoas desconhecem seus direitos. Sabemos
que, se a população tiver informações a respeito
das leis, do funcionamento dos serviços e sobre os atos dos profissionais
de saúde, isso poderá ajudá-la a exigir o tratamento
digno a que todo cidadão tem direito. Quando você está
grávida tem direitos que devem ser respeitados para que sua gravidez
seja saudável e seu parto seguro.
DIREITOS NOS SERVIÇOS DE SAÚDE:
Dica de Leitura -
O Guia da Nudez do DVD Nacional Produtores, roteiristas e diretores sabem que uma cena de nudez feita por um astro ou por uma estrela famosos levam público ao cinema, ajudam a alavancar os negócios nas locadoras e garantem audiência na TV. Todos os meses, filmes recentes e antigos pousam no mercado. E seus recursos, como slow motion e zoom, também facilitaram a vida dos voyeurs cinematográficos. É assim que nasce O Guia da Nudez do DVD Nacional, apresentando os momentos sensuais de 58 atores e 81 atrizes em 63 filmes e minisséries, todos lançados em DVD e disponíveis nas locadoras. O guia traz todos os detalhes de cada cena e o momento exato de acionar o pause! Assim, você não perde tempo e se delicia com momentos bem quentes de muita sensualidade explícita. |
|||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Confira outras edições nos Arquivos Géh - Arte, sexualidade e corporalidade! |