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| Edição 60 | CONTEÚDO ADULTO - O que é isso? por Ariadna Garibaldi
Como controlar o acesso, delimitar espaços e estabelecer regras de uso de algo que não pára de crescer e evoluir? A primeira idéia para se começar a desenhar tais limites foi o chamado "CONTEÚDO ADULTO" que diz respeito a tudo que abranja linguagem, conteúdo, imagens e temas de natureza polêmica ou dirigidas apenas para adultos propriamente. Neste sentido o nosso site é sim de conteúdo adulto e impróprio para crianças, não por ser pornográfico, mas por usar linguagem adulta e tratar de temas do interesse do público adulto. Até aí estamos todos de acordo. Acontece que uma desvirtualização da expressão "conteúdo adulto" faz com que ela soe para muitos como "conteúdo pornográfico", gerando assim distorções no entendimento de pessoas menos atentas ou preconceituosas, daí porque o Géh foi "barrado" em determinado portal. Não há ainda leis nacionais ou internacionais específicas e eficazes para o uso da Internet. Tudo o que temos são as leis de cada país e, em termos de Brasil, o que tem pautado as diretrizes é a Lei 8069 de 13 de julho de 1990, Estatuto da criança e dos adolescentes e o nosso já defasado Código de Processo Penal, além, é claro, da Lei n° 9.610 de 19 de fevereiro de 1998 dos Direitos Autorais. O mais, fica por conta da interpretação de cada um, de acordo com seus princípios éticos ou não. O Géh é um site sério, que trata a sexualidade e a arte com ética. Nada do que aqui é postado pode ser considerado pornografia, mas o nosso conteúdo é, sim, adulto. Levantamos a bandeira contra a pedofilia na net, temos posições bem definidas em relação à arte e à sexualidade, sempre pautadas no respeito ao individuo, à família e à sensibilidade. Porém, infelizmente, sem diretrizes claras e sem definições legais, ser um site de "conteúdo adulto" nos nivela aos sites pornôs, o que absolutamente não somos! Precisamos urgentemente de leis claras e objetivas que nos protejam e nos respaldem, para que possamos exercer com tranqüilidade o papel ao qual nos propusemos desde o início, que é o de levar a arte, discutir tabus, promover a cultura. Linguagem adulta não é necessariamente linguagem erótica e nem, tampouco, pornográfica. Assim, os sites que tratassem de política deveriam estar nesse mesmo parâmetro, afinal, política não é assunto de crianças. É? É um contra-senso sem tamanho taxar o nosso site de pornográfico (pois é o que muitos entendem por sites de conteúdo adulto) enquanto na TV há comerciais ensinando o uso de camisinha; cenas de sexo nas novelas; linguagem de conteúdo totalmente erótico e discussões sobre o uso de drogas na novela das 17 horas da maior rede de TV do Brasil; linguagem obscena nos programas de auditório e tudo o mais que presenciamos diariamente, isso pra não falar na política atual, onde políticos corruptos despejam seus discursos demagogos em horário eleitoral, muitos dos quais deveriam estar na cadeia, pois não passam de bandidos, flagrados que já foram nas mais diversas práticas fraudulentas... Mas, nossas crianças os vêem roubando a nação e se dando bem... Voltando à Internet, que é o que nos interessa aqui, nos sites de conteúdo infantil, com chats específicos para crianças, não há como controlar o acesso dos pedófilos que se passam por crianças para aliciar os menores às suas práticas e taras. Note-se: em chats infantis, nos sites de conteúdo infantil. Está aberta a discussão; Não queremos e nem vamos entrar no mérito dessas questões, o que queremos é ser tratados com a justiça e a seriedade que merecemos e para isso, a Internet precisa urgentemente de leis claras e específicas, sem hipocrisias e falsos moralismos que não combatem, mas camuflam o que de fato acontece na rede.
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| Edição 59 |
por Géssica Hellmann
Neste resumo, exponho alguns interessantes apontamentos no artigo de Grémaux (1995) sobre indivíduos que adotam permanentemente o vestuário e o comportamento normalmente associados ao sexo oposto. "As informações antropológicas disponíveis sobre o assunto referem-se principalmente aos homens que se vestem e se comportam como mulheres - os xamãs e berdaches siberianos e norte-americanos são exemplos mais flagrantes; no entanto, observa-se uma falta de informação sobre a inversão do feminino para o masculino" (p.199) É sobre esta última inversão que o
autor reflete em seu artigo: um curioso costume encontrado entre os albaneses
do norte, os montenegrinos e alguns outros grupos étnicos dos Bálcãs
ocidentais. Caso 1: Mikas Mikas era filha de um herói famoso que havia sido
morto em combate quando Milica era ainda muito pequena e ela era sua única
filha. Após a morte do pai, sua mãe lhe vestiu como homem
e lhe deu o nome de Mika. Ela se acostumou com a idéia, cresceu
como menino e mais tarde se alistou no exército. Em 1885, o médico
sérvio Jovanovic-Batut, ao examinar os soldados, foi informado
que Mika era, na verdade, uma mulher. Indagada pelo médico sobre
como lidava com sua menstruação na presença
dos homens, negou que a tivesse: "Eu não tenho isto. Com a
idade de 13 anos, tive por alguns meses, mas depois, nunca mais".
"Ouvir isso" - escreve o médico - foi suficiente para
mim. Percebi que toda sua natureza havia se transformado. Mikas sempre se referiu a si mesmo no gênero masculino. As mulheres costumavam beijar sua mão, como se esperava que o fizessem sempre que encontrassem um venerável ancião. Dizem que passou sua vida em total celibato. Caso 2: Tonë Tonë nasceu na tribo Kelmënd, de maioria católica, na região montanhosa da Albânia setentrional. O nascimento de Tonë foi seguido pelo nascimento de dois filhos e duas filhas. Ambos os filhos - orgulho e alegria de toda a família patriarcal - morreram de malaria endêmica. Com a morte dos irmãos, Tonë decidiu, com cerca de nove anos, tornar-se o filho e o irmão mais velhos de que seus pais e irmãs precisavam. Prometeu jamais casar-se e trocou suas roupas por roupas masculinas. A idéia agradou muito a seus pais.
Gusic afirma que neste caso, ao contrario de Mikas, Tonë era uma pessoa agradável e satisfeita, que desfrutava inteiramente de alta estima a ela dedicada tanto pela família como pela comunidade mais ampla. Morreu em 1971 e foi enterrado como homem.
O autor afirma ainda que, dentre os pouquíssimos casos de virgens juradas que, após terem vivido anos como homens, retornaram ao gênero feminino e se casaram, um chamou sua atenção. Fátima nasceu em 1926, em Nisor, uma aldeia em Kosovo, e era a quarta filha de uma família camponesa mulçumana e albanesa. Uma vez que os pais precisavam de um filho, deixeram que a menina recém-nascida se passasse por menino. O pai proibiu a menina de ser chamada de Fátima e deu-lhe o nome masculino de Fetah. A mãe, viúva bem jovem, assumiu a tarefa de orientar Fetah para que não fosse desmascarada. Um filho era muito importante, porque uma viúva sem filho homem era obrigada a deixar a casa do marido e a ir morar com os pais para se casar novamente. Em 1944, Fetah foi recrutada pelos guerrilheiros iugoslavos
vencedores. Somente depois de dois anos, em um exame médico, descobriram
seu verdadeiro sexo e a dispensaram. Fetah voltou à sua terra natal
e continuou a viver como homem. Nos anos seguintes, a comunidade local
foi cada vez mais se tornando ciente que Fetah era uma mulher. Para tristeza
da sua mãe, em 1951 ela resolve se casar com Aslan Asllani, de
quem ainda hoje é esposa. Ela voltou a viver como Fátima.
Sua mãe jamais se conformou com a perda de seu único "filho"
e morreu sem conceder o perdão a ela. Como essas mulheres se relacionam sexualmente com os homens e as mulheres e em que medida se identificam, de fato, com o gênero masculino? É a pergunta levantada pelo autor. Em alguns dos casos pesquisados, houve renúncia total à sua feminilidade e desenvolveram hipersensibilidade a qualquer alusão à mesma, como no caso de Mikas. Outros, como no caso de uma viúva albanesa mulçumana, tornou-se uma virgem jurada após a morte do seu marido, passando a viver como homem. O autor deixa sua conclusão em aberto, mas limita-se a fazer algumas considerações: as diferenças na extensão que o gênero masculino parece ser internalizado pelas virgens juradas, em sua opinião, depende de algumas variáveis: idade de início, duração e uniformidade do processo socializante; posição e estima da família e na comunidade local e a predisposição pessoal aptidão e preferência. Bibliografia
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| Edição 58 |
por Ariadna Garibaldi Introdução Este site é objeto de freqüente julgamento na internet. As ferramentas de busca Google, MSN e Yahoo!, censuram nossas imagens se o internauta não desabilitar o filtro de "conteúdo adulto" - sendo que a maioria dos navegantes sequer sabe da existência de tal filtro! Por outro lado, os sistemas de trocas de links - que recusam sistematicamente sites com "conteúdo adulto" - adotam critérios diferentes. Algumas empresas brasileiras, como a Trocando
e a GlobalBanner, recusaram nosso site. Entretanto, galerias de arte baseadas
no exterior, como a Saatchi
Gallery e a Artelistas
aceitaram os trabalhos da Galeria
Géh como artísticos. Recentemente, a Link2Me,
sistema de troca de links, aceitou nosso site na categoria "Artes
Visuais". Já as listas de diretório brasileiras divergem
muito sobre a classificação do site, variando desde a recusa
inapelável até a aceitação imediata em categorias
como "Arte" e "Cultura". Por outro lado, para nosso
espanto e contra nossa vontade, algumas listas de diretório e ferramentas
de busca de conteúdo pornográfico incluíram o géh
em seus índices!
Pornografia (Dicionário Aurélio Século XXI [Do gr. pornográphos, 'autor de escritos pornográficos',
+ -ia1.] Era o ano de 1935 e algumas meninas entre sete e oito anos brincavam de bonecas em uma pequena cidade do Rio Grande do Norte. Com panelas de barro, alguns pedacinhos de madeira e algumas bonequinhas de pano, simulavam o cotidiano, quando uma delas tem a idéia de que a família de bonecos precisava de um filho... Mas como será que fariam para que tal fosse possível? Sem saber direito como fazer, uma delas vai à vizinha que varria o quintal e observava a alegre brincadeira e pergunta: Donana, minha boneca casou, agora como é que faz pra ela ter um bebê? A mulher arregala os olhos sem esconder o espanto, larga a vassoura e sai correndo pela rua em direção à casa da menina, que fica a olhar atônita sem entender coisa alguma. Poucos minutos o seu pai a chama e sem nada perguntar aplica-lhe uma sova para que ela nunca mais "fale safadezas". Isso aconteceu com a minha ex-sogra. Muita coisa mudou dessa época pra cá e nenhuma criança acredita mais em cegonha. Todos sabem de onde nascem os bebes e muitos, antes da adolescência, aprendem como são feitos. Nunca se falou tanto sobre sexo e nem tão abertamente, muitas vezes de forma apelativa, sem o menor critério e até com palavras e gravuras explícitas. Assim, passou-se a definir tais conteúdos como sendo de interesse adulto, no intuito de preservar a integridade física, moral e intelectual das crianças. Como, no mundo da era digital, diferenciar o que é arte visual ou sensual do que é pornografia, se, segundo o próprio dicionário, qualquer conteúdo gráfico erótico é conteúdo adulto e é pornográfico? Com o fim da ditadura e da censura, abriu-se um portal para o que antes era proibido e ao invés de se usar isso em favor da cultura, houve uma verdadeira deterioração na programação de TV's. Com o advento da internet, proliferaram os sites de conteúdo pornográfico e até pedofilia. E novos conceitos precisaram ser formados para separar o joio do trigo. Foi nessa expectativa que convencionou-se denominar os sites com conteúdo erótico de sites de conteúdo adulto e é a partir daí que surgiu uma verdadeira distorção de interesses. Que tipos de assuntos interessam aos adultos? Será que apenas sexo explícito? E o conceito de pornografia, tal como está no dicionário corresponde à realidade? Então um site sério, que trata da sexualidade de forma cientifica social e como expressão artística tal qual fazemos aqui no géh, pode ser tachado de pornográfico? Em que as obras de arte aqui mostradas agridem os olhos? Em que os assuntos aqui discutidos levam o individuo a pensar em sexo de forma alienada? Precisamos urgentemente definir o conceito jurídico de pornografia, e o conceito social de arte. Arte é arte e pornografia não é arte. A arte existe sob diversas formas e sob diversos aspectos inclusive o corporal. A sexualidade é inerente ao ser humano e por isso, também é expressa artisticamente desde tempos remotos. Vamos juntos tentar entender e, quem sabe, ajudar a conceituar melhor o uso da sexualidade dentro das artes e usar a arte a serviço da nossa sexualidade de modo saudável. É hipocrisia taxar o nosso site de pornográfico enquanto a noveleta das cinco instiga adolescentes a fazerem sexo e falam disso abertamente sem nenhum critério. Vamos juntos separar joio de trigo e aprender e ensinar o verdadeiro conceito de arte sensual de pornografia gratuita. É uma das coisas a que nos propomos desde o início e agora pretendemos fazer mais diretamente, já que fomos vitimados pelo preconceito de gente mal informada, talvez resquício de uma ditadura que teima em não morrer na cabeça de muitos.
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| Edição 57 | Sexualidade, corporalidade e espiritualidade por Géssica Hellmann
Este artigo é uma reflexão sobre as relações entre as expressões corporais, os sentimentos, a sexualidade e a espiritualidade. Para Faria (2006) "a sexualidade é parte integrante da personalidade total das pessoas. A sexualidade humana não se limita ao ato sexual; ela engloba emoções, afetos, sensações, etc. Dessa forma, sentimentos e pensamentos influenciam o exercício da sexualidade. O contrário também ocorre, ou seja, a vivência da sexualidade irá influenciar sentimentos e pensamentos, inclusive a respeito de si mesmo." Ou seja, sexualidade inclui todas as formas como as pessoas expressam sua busca pelo prazer. Podemos expressar a sexualidade através da dança, do ato teatral, da música, da arte, dos gestos cotidianos, da maneira como expressamos a vida e nossa auto-estima. "A antropóloga Carole Vance mostra que as culturas fornecem categorias, esquemas e rótulos muito diferentes para enquadrar experiências sexuais e afetivas. A relação entre o ato e a identidade sexual, de um lado, e a comunidade sexual, de outro, é igualmente variada e complexa. Assim, o exercício da sexualidade é ancorado nos mais variados significados e sentidos dados de acordo com a cultura e o período histórico." (Toniette, 2006). Segundo a OMS no documento "Promotion of Sexual Health: Recommendations for Action" , a sexualidade humana está relacionada a um núcleo de bem-estar que inclui: gênero (conjunto de valores, atitudes, papéis, práticas ou características culturais baseadas no sexo biológico), identidade sexual e de gênero (como a pessoa se identifica), orientação do desejo sexual, erotismo, vínculo emocional, atividades e práticas sexuais, relações sexuais sem risco e comportamento sexual responsável. O documento firma ainda que a sexualidade é resultado da integração de fatores biológicos, psicológicos, sócio-econômicos, culturais, étnicos e espirituais (Toniette, 2006). Como podemos observar o termo sexualidade não designa somente o "ato sexual"; é um conjunto de variáveis, que inclui sentimentos, emoções, expressões corporais em busca do prazer, do bem estar, do amar a si próprio e a seu corpo. Quem se ama, se cuida, se preserva, cuida tanto do espírito como do corpo, conservando-se assim corporalmente, espiritualmente e mentalmente saudáveis. Merecki (2006) ao analisar o chamado dualismo antropológico e o modo como se entende a sexualidade, disse que o problema se reduzia à compreensão da relação da pessoa humana com seu corpo, uma vez que a sexualidade nada mais é que uma das expressões desse corpo. O autor afirma ainda que o corpo exprime objetivamente significados genuinamente humanos em situações de intimidade humana. A sexualidade, em especial, é um âmbito no qual gestos corporais, sentimentos e atitudes espirituais constituem uma unidade inseparável, de forma tal que a linguagem do corpo adquire nesse caso uma evidência especial. O corpo, desde o início, fala a linguagem especificamente humana, que não pode ser ignorada sem dano ao próprio homem. A compreensão da unidade do homem (corpórea, emocional e espiritual) traz consigo a descoberta da dimensão moral dos dinamismos do corpo. A estrutura da sexualidade, em toda a sua dimensão humana, indica ao homem as formas fundamentais de sua auto-realização. "Pensar Espiritualidade e Sexualidade, em princípio pode parecer difícil e, até mesmo incoerente. Essa dissociação traduz um pensamento fragmentado e dicotômico, fruto de um legado secular: o paradigma cartesiano-newtoniano e a visão judaico-cristã, típico de nossa cultura ocidental." (Teixeira, 2006) O que vem a ser o órgão sexual se não
um órgão como outro qualquer? Por que tantos medos, preconceitos
e culpas depositados neste órgão? No final tudo vira pó.
O que importa é a intenção com que se faz. É
com amor? É com respeito? É com carinho? Viver a sexualidade
não é algo contra a natureza humana, muito pelo contrário.
Faz bem, melhora nossa auto-estima, nossa saúde física e
mental. Bibliografia MERECKI, Jaroslaw. Dualismo antropológico
e sexualidade. Disponível em: <http://www.pucsp.br/fecultura/0406sexu.htm>
. Acessado em: 18/08/2006. TONIETTE, Marcelo. Sexualidade ...ou sexualidades? Disponível em: <http://www.matoniette.psc.br/>. Acessado em: 18/08/2006.
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| Edição 56 |
por Géssica Hellmann Ao ler um artigo do Dr. Luiz Mott, antropólogo, me deparei com a seguinte afirmação: "Quando se fala em discriminação, via de regra, cada minoria procura puxar o quanto pode a brasa para mais perto de sua sardinha".
Um choque, uma realidade. Me fez parar e refletir
sobre o assunto. Sou mulher e sei que mulheres sofrem preconceitos em
uma sociedade machista. Mas acima de tudo sou ativista em nome do amor,
da solidariedade, da aceitação da diferença, seja
ela qual for: nacionalidade, religião, raça, gênero
ou opção sexual. Sou a favor do amor, da tolerância,
da compaixão e da solidariedade. Sim o preconceito racial no Brasil existe e é fato.
Basta observar a população carcerária, cuja maioria
é composta por homens negros. Entretanto, o que é um "negro"? Esta questão
aparentemente simples é objeto de controvérsias e acusações
de manipulação de dados estatísticos: Então eu pergunto: Qual a sua cor? Como você se define? Qual a cor do povo brasileiro? Mas são os negros os únicos que sofrerem
preconceito raciais no Brasil? Vale lembrar a comemoração
dos 500 anos de descobrimento do Brasil, em que testemunhamos violência
contra outra minoria - e o termo "minoria", neste caso, não
aplicável somente no sentido sociológico, mas também
no quantitativo: Bibliografia:
MOTT, Luiz. Direitos humanos e cidadania homossexual
no Brasil: porque os homossexuais são os mais odiados dentre todas
as minorias? |
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